O diretor de tecnologia Carlos Smanioto descobriu o mundo da web TV quando trabalhava no Serviço Técnico de Informática (STI) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru. Sua curiosidade por assuntos relativos à tecnologia foi a responsável por essa descoberta. Desde então, a TV online virou uma sessão de terapia.
Hoje, ele está em Santa Fé do Sul, cidade paulista que fica na divisa com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Quando está estressado, Carlos pega o notebook e acessa canais que transmitem desenhos antigos, como “A Pantera Cor de Rosa” e “Formiga Atômica”. “São desenhos nostálgicos, que lembram minha infância”, diz. É a forma que ele encontrou para descansar a cabeça. E só conseguiu isso graças a Internet, uma vez que nem as emissoras de sinal aberto e nem as de sinal fechado (por assinatura) exibem esses desenhos atualmente. Carlos tem TV a cabo, mas só encontra o prazer dos desenhos antigos na tela do notebook.
Com a popularização da banda larga, ele acredita que a migração dos telespectadores da TV convencional para o computador será ainda maior. “Acredito que o que vivemos hoje é apenas a ponta do iceberg”, comenta.