09 de julho de 2026
Internacional

Tsunami atinge Havaí mais de 15 horas após tremor


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Santiago -Começou por volta das 12h de ontem, no Havaí (19h no horário de Brasília), a série de ondas gigantes decorrente do terremoto recorde de magnitude 8,8 que atingiu a costa do Chile 15 horas antes. Durante todo o dia, o governo local emitiu alertas e assegurou a retirada de pessoas da costa, portanto, a expectativa é que os danos sejam poucos e não haja vítimas.

Em alerta divulgado mais cedo, a Noaa (Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA) informou que um tsunami “é uma série de longas ondas” e que o estouro de uma onda pode levar de 5 minutos a 15 minutos e inundar grandes áreas costeiras. “A altura de um tsunami não pode ser prevista, e a primeira pode não ser a maior”, informa a Noaa.

O geofísico Eric Geist, do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), disse em entrevista que tsunamis “se propagam na velocidade de um jato” e recomendou que as pessoas deixassem as áreas costeiras inclusive na Califórnia. O geofísico ressaltou que os tsunamis “continuam por muitas horas.”

Por precaução a Marinha americana recolheu seis navios que estavam em Pearl Harbor. Os navios foram levados para uma base naval de San Diego.

Sirenes soaram durante todo o dia no Havaí, enquanto os moradores eram orientados a recolher seus pertences e procurar refúgio em um local de relevo mais alto. Conforme as previsões, o tsunami chegaria às 11h05 (18h05 de Brasília) e teria cerca de 2,5 metros de altitude, na cidade de Hilo.

Os funcionários do Museu do Tsunami no Pacífico, em Hilo, falaram por telefone às 9h (15h de Brasília) e contaram que, àquela altura, tentavam recolher o que fosse possível, antes de escapar. Segundo o museu, o pior tsunami da história da região -que [matou 159 pessoas- ocorreu em 1º de abril de 1946, cinco horas após um tremor de magnitude 7,8 nas ilhas Aleutian, no Alasca.

Ilha chilena

Uma onda gigante avançou 300 metros no arquipélago chileno de Juan Fernández após o terremoto deste sábado e arrasou um povoado localizado na ilha principal, informou o administrador da região de Valparaíso, Iván de la Maza.