08 de julho de 2026
Nacional

Avanço de Dilma é previsível, diz PSDB


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Brasília - Líderes do PSDB consideraram ontem “natural” e “previsível” o crescimento das intenções de voto na pré-candidata à presidência pelo PT e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo pesquisa Datafolha, a petista atingiu 28% das intenções de voto e reduziu de 14 para quatro pontos porcentuais a distância que a separava do seu principal rival, o governador José Serra (PSDB), que tem 32%.

Na avaliação de tucanos, o bom desempenho da ministra é fruto da superexposição de sua candidatura, que foi lançada oficialmente pelo PT, da aparição ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa do partido na TV e das viagens para inaugurar obras pelo País.

“Ela teve uma projeção muito grande, o momento favoreceu a ela”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA). “Mas, a despeito de toda essa exposição, o Serra continua liderando as pesquisas de intenção de voto sem fazer nenhuma campanha”, completou.

Já o PT recebeu com entusiasmo o resultado da pesquisa. “Quanto mais a população conhece a Dilma, mais sua aceitação cresce”, afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Mas ele evitou dar tom triunfalista ao avanço da petista. “Toda pesquisa é o retrato de um momento e até a eleição há um longo caminho”, ponderou.

O deputado José Genoino (PT-SP) comemorou na sua página de mensagens do Twitter: “A oposição vai ficar ainda mais desesperada”. Também pela rede, o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) festejou: “É uma boa pesquisa pra ver que estamos no caminho certo. Mas é bom ter pé no chão, treino é treino, jogo é jogo, já dizia o velho treinador”.

Para os tucanos, as intenções de voto em Serra voltarão a subir assim que ele lançar sua candidatura à sucessão de Lula, no fim deste mês. “Hoje só existe uma pessoa fazendo campanha ao lado do presidente Lula: a ministra Dilma. Portanto é natural que só ela cresça”, disse o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP).

“O Serra nem saiu candidato ainda”, argumentou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM).

Os tucanos também citaram uma série de fatores adversos que atingiram seus aliados. É o caso das enchentes em São Paulo e da cassação do mandato - logo depois revogada - do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

“Mas a Dilma tem menos combustível para queimar do que nós. O Brasil ainda não está preparado para pegar uma pessoa que nunca foi nada e eleger”, afirmou Arthur Virgílio.

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Planos de Ciro

Brasília - Mais do que o crescimento de Dilma Rousseff, o resultado da pesquisa Datafolha mostrou, na avaliação de petistas, que está errado o discurso de Ciro Gomes (PSB) de que é preciso ter dois nomes para enfrentar o tucano José Serra na disputa pela sucessão presidencial.

O resultado, na leitura de lideranças do partido, indica que Dilma se consolidou como a candidata do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), já fala em vitória no primeiro turno. “Quando vinculamos a Dilma ao Lula e ao PT ela cresce muito. Temos pesquisas que mostram a possibilidade de avançarmos a ponto de não precisar de segundo turno’’, disse.

Reservadamente, os petistas avaliam que os números darão mais argumentos para os socialistas contrários à postulação de Ciro se posicionarem desta forma dentro do partido. E também para o presidente Lula, que deseja uma única candidatura no seu campo de apoio e pretende convencer Ciro a disputar o governo de São Paulo e não o Planalto.

A diminuição da diferença entre José Serra e Dilma Rousseff para quatro pontos percentuais, para os petistas, mostra que a população percebe Serra como o candidato da mudança, enquanto que Dilma é quem irá continuar e aprofundar os programas do atual governo - cuja avaliação positiva chega a 73% no levantamento.

“O resultado demonstra crescimento sustentável da Dilma Rousseff e uma eleição polarizada entre o atual projeto para o país e o anterior’’, disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS), do Diretório Nacional.

Segundo ela, a partir da pesquisa, o melhor para o país é que Ciro Gomes aceite ser candidato ao governo de São Paulo. “Ele é um nome nacional e entendemos isso, mas agora a melhor forma de contribuir é disputando em São Paulo’’, afirmou a deputada.

Conforme a pesquisa, Ciro tinha 13% em dezembro. Agora, fica com 12%, mesmo depois de voltar a se expor em programa na TV. Quando Ciro está fora, Serra tem 38%, contra 41% somados de Dilma e Marina Silva.