09 de julho de 2026
Internacional

Chuvas matam 13 pessoas no já castigado Haiti


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Porto Príncipe - Várias inundações e deslizamentos de terra mataram pelo menos 13 pessoas no Haiti no último final de semana, aumentando os temores com relação à situação de vulnerabilidade da maioria dos sobreviventes do terremoto de 12 de janeiro, afirmaram ontem autoridades e trabalhadores de ajuda humanitária.

A agência da Defesa Civil do Haiti informou que quatro pessoas morreram quando as enchentes, provocadas pela chuva torrencial, invadiram a cidade portuária de Les Cayes, a terceira maior do país, localizada na costa sudeste, cerca de 160 quilômetros a oeste da capital Porto Príncipe, devastada pelo terremoto de janeiro.

“Houve um momento em que as pessoas tiveram de subir no telhado de suas casas... Les Cayes ficou inundada em mais de 60%”, disse o representante do governo na região, Joseph Yves-Marie Aubourg. Outras quatro pessoas morreram na vizinha Cavaillon, quatro em Saint Louis du Sud e uma em Aquin, informou a Defesa Civil. Três pessoas ainda estavam desaparecidas ontem e perto de 3.500 foram retiradas de suas casas, acrescentou a agência.

Terremoto

O terremoto de 12 de janeiro no Haiti destruiu grandes áreas de Porto Príncipe e das cidades vizinhas, além de causar danos em cidades no sul e no oeste do país caribenho, o mais pobre do Hemisfério Ocidental.

O governo do Haiti afirma que o terremoto, classificado por alguns especialistas como o desastre natural mais letal do mundo nos tempos modernos, pode ter matado até 300 mil pessoas e deixou mais de um milhão de pessoas desabrigadas.

Com a aproximação da temporada anual das chuvas no país e o aumento do risco de inundações e deslizamentos, uma operação de ajuda internacional corre contra o tempo para melhorar as condições precárias de abrigo para centenas de milhares de vítimas do terremoto, que estão acampando nas ruas e também em espaços abertos tanto na capital e quanto em outras cidades. As chuvas do último final de semana já encharcaram os acampamentos dos sobreviventes.

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que coordena os esforços para a melhoria dos abrigos, informou que até agora quase 40% dos estimados 1,3 milhão de desabrigados e deslocados receberam algum tipo de material de abrigo, incluindo encerados, tendas e kits de ferramentas. Mas muitos sobreviventes ainda se abrigam em precárias tendas e barracas improvisadas, vulneráveis à chuva e às inundações.