08 de julho de 2026
Internacional

Número de mortos chega a 795 no Chile

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Santiago - O número de mortos no terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o Chile no último sábado subiu de 763 para 795, anunciou ontem a presidente chilena, Michelle Bachelet. Ela deu as declarações durante visita a Curicó, cidade no sul do país afetada pelo tremor, segundo o site do jornal chileno “El Mercurio”.

Pouco antes, um funcionário do escritório nacional de emergências (Onemi), ligado ao governo, disse que havia 763 mortos. Os desabrigados continuam em 2 milhões, segundo o governo chileno. Além dos mortos, cerca de 500 pessoas ficaram feridas, disse o governo ontem. Essa é a primeira vez que o número de feridos pelo tremor é informado oficialmente.

O ministro da Saúde, Alvaro Erazu, disse a jornalistas que ao menos cem pessoas se encontram em estado grave. Cerca de 500 mil casas foram destruídas, de acordo com informações anteriores divulgadas por Bachelet. “Estamos enfrentando uma catástrofe gigantesca, que irá exigir um esforço de recuperação gigantesco”, disse após encontro com ministros no palácio La Moneda.

Em Concepción, a maior cidade da área próxima do epicentro, muitas ruas da cidade ficaram cobertas de escombros e centenas de detentos escaparam da penitenciária após o tremor.

A presidente condenou ontem os saques e violência registrados nas áreas mais afetadas pelo terremoto e afirmou que os criminosos “receberão todo o rigor da lei”. Bachelet se reuniu ontem de manhã com os comandantes das Forças Armadas para coordenar o envio de ajuda às zonas mais afetadas pelo terremoto, no centro-sul do país.

A presidente pediu ainda a compreensão dos chilenos, já que “nunca antes na história do Chile” houve um terremoto tão devastador. “O que nos preocupa é levar segurança e tranquilidade à população. Entendemos perfeitamente as angústias e as necessidades das pessoas, mas sabemos perfeitamente que há ações delinquentes de pequenos grupos que estão provocando enormes danos materiais. Isso não vamos aceitar”, disse.

Ajuda começa a chegar

O governo chileno anunciou a extensão do toque de recolher em Concepción, epicentro da tragédia, para 18 horas - das 18h de ontem às 12h de quarta-feira. Segundo o general Guillermo Ramírez, chefe de polícia da zona de Bío Bío, a medida foi aplicada para garantir a ordem pública em Concepción e preservar a tranquilidade e segurança da população, que terá seis horas para sair de casa.

Ramírez, citado pela imprensa chilena, disse ainda que a medida segue a necessidade de facilitar o transporte da ajuda humanitária, que chega em volume maior a cada dia. Além da logística governamental, o Chile conta com a ajuda da Cruz Vermelha Internacional, cujas equipes já reforçaram as do governo chileno. A entidade mobilizou nos últimos dias 120 voluntários do escritório central em regiões próximas a Santiago.

No segundo dia, segundo Ramírez, 58 pessoas foram presas por infringir o toque de recolher. Eles foram levados ao ginásio municipal, que serve de abrigo.

Hillary promete ajuda em visita

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que desembarcou em Santiago ontem, prometeu toda a ajuda necessária para que o Chile supere a tragédia causada pelo terremoto que atingiu o país no último sábado.

“Os Estados Unidos estão prontos para responder aos pedidos feitos pelo governo chileno. Queremos trazer não apenas solidariedade, mas também os suprimentos específicos, necessários para a reconstrução do país”, disse Hillary após o encontro com a presidente chilena, Michelle Bachelet.