Quero unir minha voz à do leitor Luiz Antônio de A. Taveira (jc 28/02/2010), sobre a rodovia da morte - Bauru/Ipaussu. Não serei mais um só andorinha... Os melhoramentos reduziram-se à limpeza feita nas laterais das pistas, tapa-buracos no asfalto e, é claro, a construção do pedágio. Basta olhar com atenção as fotos do JC (27/02 e 02/03 2010) sobre as mesmas, sem acostamento, nem 3ª via em 32 lombadas exibidas ao longo de 60 km, ao preço de R$ 6,00 ida e volta.
Lamento profundamente a morte dos rapazes, prova de que o meio influencia o homem. A mudança de mentalidade, segundo Paulo Freire, só ocorre a cada 70 anos, que humildemente, reduzo para 50, por causa do avanço das comunicações, porém aumento para 100, diante de nossa parca educação. Trocar uma mentalidade plasmada na realidade das rodovias para outra mediante a possibilidade uma rodovia educativa, só em 2015, não é tarefa para pouca gente, nem mesmo para pouco tempo. Até lá, pagamos o preço do pedágio e, o que é pior, pagamos o preço de vidas ceifadas tão prematuramente.
Profª drª Terezinha S. Zanlochi - usuária semanal da rodovia Cabral Rennó