Nunca sabemos como, nem onde começar, ou terminar; uma coisa é certa, a história se repete constantemente. Entretanto, não é demais lembrar ou cogitar as maneiras pelas quais, sempre, a todo instante, estamos sendo espoliados. É bem verdade que trabalhamos tão somente para o dia a dia, embora alguns entendam que amealhar seja o melhor de nossas vidas, respeitemos seus entendimentos na esperança de que também os nossos sejam respeitados, pois é cediço nos anais eclesiásticos de que: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.” (Ecc.1, 2,3 e 4). Estas elucubrações vêm-me à mente após ler um lembrete de Brickamnn sobre o custo de nossos automóveis, intitulado: “Pague caro, você é rico”, inserto no Correio Popular, de Campinas. Diz ele que o automóvel Honda City, fabricado no Brasil, foi lançado no México com o preço inicial de R$ 25.800,00. No Brasil o preço inicial é de R$ 56.210,00. O mesmo carro? Não, o vendido no México, por menos da metade do preço que pagamos, tem freios ABS nas quatro rodas. O daqui não. Boris Casoy diria: “Isto é uma vergonha”. Idêntica situação encontramos em relação à Argentina. Esta informação pode ser confirmada em “http://carplace.virgula.uol.com.br/honda-city. ”São informações deste teor que colocam os brasileiros em situação de insegurança e descrédito no nosso sistema constitucional.
Será que lá são mais inteligentes do que nós, ou somos mais complacentes com as chibatadas que recebemos? É sempre bom lembrar que, se nos educarmos para a cidadania plena, isto pode mudar. Procuremos, pois, raciocinar: como, onde e de que maneira podemos mudar a situação para nos igualarmos aos outros países. Lembremos, por exemplo, a imperiosa necessidade de modificar as regras do Sistema Tributário Nacional dando primazia na distribuição aos municípios, verdadeiros produtores de riqueza nacional. Melhorar a educação pública para que possamos melhor entender as necessidades de nossa pátria, inclusive eleitorais. Enfim, raciocinar em termos de um patriotismo, até exacerbado, para termos dias melhores em nossas vidas, e nas de nossos patrícios. Lembremo-nos de que “Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. (ECC. 3.1).
Itamir Crivelli