09 de julho de 2026
Polícia

Crack é achado em tubulação de água

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Após ter constatada movimentação típica de tráfico de drogas em três casas da rua São João, no Jardim Redentor, em Bauru, a Polícia Civil apreendeu ontem 410 pedras de crack em um dos imóveis, o de número 2-28. A maior parte da droga – 400 pedras – estava escondida em uma tubulação existente debaixo de uma máquina de lavar roupas, mas que não tinha ligação alguma com rede de água potável ou usada. Ou seja, foi feita exclusivamente para ser utilizada como esconderijo de produtos ilegais.

A apreensão foi realizada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). “Vínhamos investigando o morador desta casa e das outras duas há cerca de 40 dias”, disse o delegado José Henrique Gomes dos Santos, titular da Dise. Além das pedras de crack, que estavam devidamente embrulhadas em porções individuais e pipetas de plástico usadas como embalagem para drogas, os policiais acharam um revólver na tubulação de cerca de quatro polegadas.

De acordo com o delegado Milton Bassoto Júnior, da Dise, o revólver calibre 357 é de uso restrito das Forças Armadas e estava municiado com seis projéteis intactos. Ele conta que após constatar a movimentação típica de tráfico nas três residências, a Dise pediu à Justiça autorização para busca e apreensão, que foi concedida e cumprida ontem.

Quando os policiais chegaram à casa 2-28 da rua São João, encontraram apenas a mulher do homem investigado por tráfico. No quarto acharam um invólucro contendo 10 pedras de crack, balança e pouco mais de R$ 120,00 em dinheiro. Ao vistoriar a tubulação de águas utilizadas, em busca de droga que eventualmente tivesse sido descartada no momento que a polícia entrava no imóvel, descobriram um cano que não recebia nenhum tipo de água, onde estavam guardadas as 410 pedras de crack e a arma.

A mulher prestou depoimento na delegacia, mas foi liberada porque não foi constatada a participação dela no tráfico de drogas. O marido dela continua sendo investigado pela Dise. “Vamos abrir inquérito e apurar a responsabilidade pela droga e arma”, frisa Bassoto. Nas outras duas casas nada de ilegal foi encontrado.