11 de julho de 2026
Nacional

Tucanos traçam estratégia de reação a ofensiva do PT

Folhapress
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São Paulo - Com a anuência do governador e potencial candidato à Presidência, José Serra, o PSDB de São Paulo convocou uma força-tarefa com a missão de reagir à ofensiva petista e deter tendência de queda de seu candidato no Estado de São Paulo.

Sob o comando do presidente do PSDB paulista, Mendes Thame, o grupo - composto por 47 coordenadores regionais - terá sua primeira reunião pública amanhã.

Segundo Thame, a intenção é “definir uma estratégia de ação para o buraco negro que vai de 2 de abril até junho”. Mas não é só: o partido ensaiará (e unificará) o discurso de combate à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

De acordo com textos que já estão sendo discutidos pelo partido, o PSDB deverá explorar medidas propostas pelos petistas - como controle de conteúdo de TV e proibição de símbolos religiosos em repartições públicas - para tratar a candidatura do PT como uma ameaça às liberdades individuais, além do risco de reestatização da telefonia.

Outro argumento será o de que, desconhecida, Dilma será refém de petistas como o ex-ministro José Dirceu.

Segundo Thame, a coordenação de campanha no Estado tem como meta garantir que Serra vença as eleições em São Paulo com diferença superior à obtida pelo ex-governador Geraldo Alckmin contra o ex-presidente Lula em 2006: um milhão de votos. O sonho dos tucanos é largar com uma vantagem de 4 milhões de votos.

Com a tarefa de conter o risco de queda de Serra, o PSDB de São Paulo decidiu antecipar, para o fim deste mês, as inserções partidárias na TV programadas para junho.

Essa mobilização serviria de antídoto para o impacto das fortes chuvas no Estado e pelo mau momento enfrentado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). O próprio Serra chegou a reclamar de medidas adotadas por Kassab, como o anúncio do aumento do IPTU e das tarifas de ônibus.