08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Radar “Dedo duro”


| Tempo de leitura: 2 min

Prezado senhor Adalgizo Ferreira. Concordo com seus cálculos, tendo eu, equivocadamente errado na distribuição do mesmo, porém não muda minha ideia de que continuamos a pagar muito caro através dos impostos, disfarçados de nomes diferentes, mas recolhidos em apenas um único item, o nosso transporte. O senhor, com toda certeza, sabe muito bem que pagamos taxas bi tributadas, ou até mais, sobre um mesmo serviço ou coisa.

Entendo que uma vida não deveria valer tão pouco, mas vivemos diariamente com estes fatos e por valores muito menores. Quanto custa um copo cheio de cachaça na beira da rodovia? Muito menos que os R$ 310,86 calculados. Irregularidades que o tal “dedo duro” não vai ver nunca.

Então, sejamos realistas. Se ler novamente a matéria publicada sobre o assunto, verá ao final que o dedo duro informa ao sistema o veículo com irregularidades e o policial pode assim multá-lo e até apreendê-lo, atos que continuam sendo praticados para arrecadação. Se o “sistema” já possui as informações de irregularidades, basta ir ao endereço do cidadão e aguardá-lo sair da garagem.

Já o carro roubado é responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública indenizar-nos pela perda e cabe a polícia localizá-lo e entregá-lo ao Estado. Se refletir, continuamos no Estado de São Paulo a sustentar o resto do País com taxas e impostos absurdos. Essas coisas parecem ser inventadas apenas para o nosso Estado.

Os pedágios entraram em atividades bem no ano de eleição e agora o anúncio do “dedo duro”. Rodovias que foram entregues prontas, construídas com dinheiro dos nossos avós, nossos pais e de tantos outros, agora pagamos para ir e vir sobre aquilo que já era nosso e estava pago. Ao acaso, já parou para observar que ficamos ilhados em Bauru. Pedágios para todos os lados, entrada e saída, Sul, Norte, Leste, Oeste e agora mais essa.

Prestem atenção. Como nossa Bauru irá se desenvolver? Novos empresários, industriais e investidores calculam seus custos e chegam à conclusão de que não vale a pena instalar-se em Bauru. Estamos rodeados de “cobradores” e “dedo duros”. Temos ótimos atendimentos, principalmente na área de saúde em Bauru, com gestão do próprio Estado.

Isto “obriga” pessoas da região e de outras cidades a se deslocarem até Bauru. Desta forma, estando Bauru rodeada de pedágios e “dedo duro”, a arrecadação é líquida e certa para o Estado. Pena a maior parte do bolo não ficar para o município. Caro senhor Adalgizo, muito obrigado pela sua correção.

Marcos Gomyde