11 de julho de 2026
Ciências

Pesquisa sobre regeneração de cartilagem avança em estudo realizo pela Uniara

Assessoria de Imprensa do Centro Universitário de Araraquara
| Tempo de leitura: 2 min

Pesquisa de ponta é exclusividade de grandes centros de pesquisa e de instituições públicas de ensino, certo? Errado. Em Araraquara, no Centro Universitário de Araraquara (Uniara), o grupo de pesquisa em química medicinal e medicina regenerativa (Quimmera) vem obtendo resultados promissores numa área pouco estudada não só no País mas em todo o mundo.

Composto inicialmente pelos professores André Capaldo Amaral, Wilton Rogério Lustri e Pedro Corbi, o grupo, oficializado no final de 2008, é formado atualmente por 12 alunos dos cursos de Biomedicina, Farmácia, Fisioterapia e Medicina da instituição e oito pesquisadores, representando parcerias institucionais com a Unesp de Araraquara, UFSCar e Unicamp, onde hoje está o professor Corbi.

O professor Amaral explica que, atualmente, um dos maiores problemas relacionados às disfunções musculoesqueléticas são as doenças degenerativas articulares - osteoartrite, que tem constituído um dos focos principais de pesquisa da emergente área de medicina regenerativa. “O que se faz em termos de pesquisa hoje, com essa finalidade, é utilizar as técnicas de terapia celular, aplicação de fatores de crescimento e suportes bioativos, que almejam a reconstituição estrutural e funcional dos tecidos biológicos”, explica o professor.

Dentre as pesquisas realizadas em medicina regenerativa pelo grupo, ressalta-se a utilização de suportes bioativos de colágeno bovino em reparo osteocondral e a biossíntese de celulose bacteriana e sua aplicabilidade como suporte de agentes medicamentosos em queimaduras. Com o apoio do pesquisador Hernani Barud e dos professores Younes Messadeq e Sidney Ribeiro, do Instituto de Química da Unesp de Araraquara, tem sido possível ampliar a produção da celulose bacteriana para pesquisas. “O ideal”, segundo o professor Wilton Rogério Lustri, “é que o suporte adotado viabilize, além da liberação de fármacos, a função de suporte para o processo de regeneração da pele”.

Já na área de química medicinal, o grupo vem desenvolvendo pesquisas direcionadas à síntese e aplicação biológica de compostos metálicos com atividade antiinflamatória, antimicrobiana e antitumoral. Enquanto solidificam a estrutura hoje existente na Uniara para a ampliação da pesquisa, os professores publicam seus avanços em artigos científicos. Atualmente, dois deles aguardam a publicação em revistas internacionais, e são vários os estudantes envolvidos que também estão participando de congressos da área no Brasil e exterior.

Os professores enfrentam o desafio de conciliar uma carga horária extensa em sala de aula com orientação de trabalhos e a pesquisa em laboratório nos finais de semana. “Mas hoje a gente se sente orgulhoso em trabalhar com o futuro aqui mesmo, em Araraquara”, garantem.