09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

UM Dia de fúria


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Li a reportagem dizendo que o Núcleo de Saúde Central foi palco de cinco minutos de fúria de uma usuária, que precisava de remédio para seu acompanhante menor de idade. Continuando a leitura, verificamos os motivos, que foi pela negativa do atendente em fornecer remédios, alegando a falta da cópia da receita médica. Veja bem, nada justifica partir para a ignorância, mas tem gente que tem o pavio curto e no desespero não compreende e não aceita tamanha burocracia, sem contar a demora estressante que é para ser atendido numa unidade de saúde.

Sou contra a violência que acarrete agressões física e morais, mas não tiro a razão desta infeliz usuária. Ora, se é preciso duas vias da receita, que orientem os médicos que os receitem em duas vias, ou que mantenha na farmácia uma máquina copiadora. Entendo que nenhum usuário tem a obrigação de, ao pegar a receita médica, ir primeiro a uma empresa do ramo de fotocópia para tirar a importantíssima cópia para destravar a inútil burocracia que atravanca o bem-estar dos cidadãos, em especial os pobres que não podem pagar um bom plano de saúde particular, sendo obrigados a passar por vexames iguais a este da reportagem.

Rinaldo Ricci