Um menino de 11 anos passou por maus bocados, ontem de manhã. Enquanto sua mãe, que trabalha como faxineira numa casa no Jardim Godoy, zona norte de Bauru, fazia a limpeza de um dos cômodos do imóvel, o garoto encontrou um par de algemas de procedência desconhecida - agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) acreditam que o modelo não seja o mesmo utilizado pelas polícias Civil e Militar.
Feliz com o achado, o menino (ele e a mãe terão a identidade preservada) resolveu brincar com o objeto. Faltavam alguns minutos para as 10h, quando ele teve a infeliz ideia de prender a algema ao próprio braço. Passado algum tempo, ele percebeu que não conseguia mais se soltar.
Aparentemente, a fechadura (ou a chave) estava com defeito. Por mais que ele se esforçasse, não era capaz de se desprender. Desesperado, o menino começou a chorar. “Ele ficou muito nervoso”, conta a mãe. A cada tentativa que os dois faziam de soltar o braço do garoto, mais a algema ficava apertada.
A mãe decidiu buscar auxílio com vizinhos, que acionaram a polícia. Por volta das 10h20, uma viatura do Garra estacionava na porta da residência, na quadra 7 da rua Vicente Barbugiani, para socorrer o garoto em apuros.
O “salvamento” foi acompanhado de perto pela reportagem do Jornal da Cidade. Enquanto era liberto das algemas, o menino praticamente não abriu a boca. Assustado, ele se queixou de dor no braço que se encontrava preso ao objeto.
Como a chave não funcionava, os policiais do Garra tiveram de utilizar um clipe de metal para abrir a algema. O menino ficou com o pulso todo marcado, em virtude da “travessura”. “Ele encontrou as algemas e quis brincar com elas”, acredita a mãe.
Segundo ela, o menino possui algemas de brinquedo (feitas de plástico) em casa. O objeto causador dos transtornos de ontem foi apresentado no Plantão da Polícia Civil. “Espero que ele aprenda a nunca mais mexer onde não deve”, disse a mãe.