10 de julho de 2026
Política

Cetesb vai verificar o chumbo e descobre outras irregularidades

Da Redação
| Tempo de leitura: 1 min

Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) visitaram o aterro sanitário de Bauru nesta semana e vão multar em R$ 131 mil a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) devido a irregularidades no local. A principal delas diz respeito ao chorume (líquido que resulta da decomposição do lixo), cuja lagoa está repleta. O volume só aumenta. A prefeitura tenta contratar uma empresa para transportar o chorume até Paulínia.

Outro problema apontado pela Cetesb é o lixo descoberto que, segundo o presidente da Emdurb, Nico Mondelli, é consequência do período chuvoso, que atrasou a compactação. No final do ano passado, a Cetesb já havia multado a Emdurb por conta do chorume e da queima de lixo.

A inspeção no aterro foi feita após a companhia ambiental saber, através do JC de sábado passado, que a água do subsolo no local pode estar contaminada por metais pesados, nocivos à saúde humana, como chumbo e cádmio.

Nico Mondelli disse ontem à noite que ainda não tinha sido notificado da multa. A suposta contaminação se tornou pública depois da divulgação de laudo solicitado pela empresa estatal municipal responsável pelo controle do aterro.

Conforme o JC divulgou nos últimos dias, há um laudo apontando que todas as amostras de água coletadas, em janeiro deste ano, nos 14 poços de monitoramento do aterro apresentaram chumbo em alta quantidade.

A Emdurb pediu para duas empresas fazerem exames de contraprova. A estatal não acredita que o lençol freático esteja contaminado por chumbo.