09 de julho de 2026
Geral

Prejuízo da fábrica de móveis queimada deve chegar a R$ 200 mil

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 4 min

O prejuízo do incêndio que destruiu totalmente a fábrica de móveis localizada na quadra 19 da rua Ezequiel Ramos, na Vila Cardia, em Bauru, anteontem à noite, deve chegar a R$ 200 mil. A estimativa é do dono da Indústria e Comércio de Móveis MK, o marceneiro Roberval Silva Mendes, que ontem pela manhã acompanhou o trabalho de rescaldo feito pelo Corpo de Bombeiros no local. Todo entulho do incêndio foi resfriado para evitar que novos focos de fogo surgissem.

Mendes disse ao JC que só de madeira, matéria-prima da empresa, deve ter perdido no incêndio cerca de R$ 80 mil. Das 35 máquinas instaladas no galpão de 800 metros quadrados incendiado, dez ainda poderão ser consertadas. As 25 destruídas representam aproximadamente R$ 50 mil perdidos. Também queimaram móveis que estavam em construção. Apesar do prejuízo, ele já planeja retomar a atividade da fábrica.

Com Mendes, trabalham dois funcionários e outros dois deveriam iniciar na empresa ontem, recrutados para dar conta de uma encomenda. “Tenho fé. A gente escorrega, mas não desanima”, explica Mendes, que completará 61 anos nos próximos dias.

O trabalho de rescaldo do incêndio, cujas chamas chegaram a 12 metros de altura, terminou no início da tarde de ontem. O Corpo de Bombeiros utilizou uma máquina para revolver as camadas do que sobrou da madeira e de outros materiais consumidos pelo fogo, que poderia voltar sem o trabalho de resfriamento, explicou o cabo João Quirino dos Santos.

O dono da fábrica de móveis avaliou que a estrutura do barracão ao lado do galpão destruído não parece ter sido abalado pelo fogo. Mas, o marceneiro, com 42 anos de experiência, constatou a queda de uma parede interligada ao escritório da fábrica e o barracão que não foi atingido pelo fogo.

O terreno onde estava a fábrica incendiada mede ao todo aproximadamente 3.200 metros quadrados e se estende até a rua Presidente Kennedy, via paralela à Ezequiel Ramos. Na área ainda há intacto um barracão e duas residências. Uma das casas, anteriormente era ocupada pelo pai de Mendes, que faleceu há quatro meses. No outro imóvel mora João Mendes, tio do proprietário da fábrica.

A moradora da casa 19-09, que fica ao lado da fábrica consumida pelas chamas, deixou o imóvel na noite de anteontem. Ao lado da fábrica queimada há um imóvel em construção, ainda na fase estrutural. O pedreiro Calixto Espanavero, 51 anos, que trabalha na obra, afirma que o imóvel não foi danificado. A residência ao lado, número 20-24, está desocupada e aparenta não ter sido afetada pelo incêndio.

Os escombros da fábrica de móveis atraiu a atenção dos estudantes da Emef Santa Maria, que fica nas imediações. Após as aulas do turno da manhã, vários alunos foram ao local ver a situação.

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Causa ainda é desconhecida

A causa do incêndio que destruiu completamente a fábrica de móveis ainda é desconhecida. A Polícia Científica esteve no local ontem em busca de vestígios que possam apontar o que deu início ao fogo. O laudo sobre o incêndio deve ser concluído em até 30 dias.

A principal suspeita é de que um curto-circuito na fiação elétrica tenha originado o incêndio. Segundo o proprietário da fábrica, Roberval Silva Mendes, a manutenção do sistema elétrico não era realizada desde a sua primeira instalação, em 1966. “Os fios eram todos embutidos, difícil de mexer”, justifica.

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Rapaz tenta pegar cobre de escombro

A roupa de proteção dos bombeiros é quente, a manhã da sexta-feira estava abafada e o calor na fábrica de móveis queimada era insuportável. Mesmo com hidratação constante, o trabalho exigiu muito das equipes que se revezaram durante toda a noite de anteontem, madrugada, manhã e início da tarde de ontem no rescaldo do incêndio.

Apesar da proibição das pessoas em geral de entrar na área de entulho, M.C.S., 35 anos, foi flagrado pelos bombeiros tentando retirar fios de cobre da fiação do prédio incendiado - o metal é vendido para ferro-velho. Insatisfeito com a abordagem dos bombeiros tentando, o homem desobedeceu a proibição da retirada do material.

Segundo apurou a reportagem, ele teve que ser contido pelos bombeiros até a chegada dos policiais militares da Base Comunitária Centro. O homem foi levado ao Plantão Policial e liberado após feita a apreensão de uma faca de cozinha e um alicate – ferramenta usada para corte do metal – em sua posse.