10 de julho de 2026
Política

Minha Casa tem 950 unidades em obras

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

O programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida tem 950 unidades em obras em Bauru. A previsão, extraoficial, é inaugurar parte delas até agosto deste ano, mês de aniversário da cidade. Oficialmente, no entanto, as construtoras têm 12 meses para entregar as moradias – a maior parte dos prazos vence no quarto trimestre de 2010. Todos os programas em andamento até agora somam R$ 65,960 milhões em investimentos. Outros R$ 218 milhões estão sob avaliação. Se aprovados, resultarão na construção de mais 3.307 casas.

Os números foram passados ontem, durante assinatura de contrato entre a Caixa Econômica Federal, a Residem Operações Imobiliárias (responsável pela venda) e a Casa Alta Construções (execução). A vice-prefeita Estela Almagro (PT) esteve presente. Embora o trâmite oficial tenha ocorrido ontem, os trabalhos já começaram na Vila Dutra, onde serão erguidos 62 imóveis avaliados em R$ 60 mil cada aproximadamente, com área de 54,87 metros quadrados, explica o diretor da Residem Ercio Luiz Domingues dos Santos.

Serão investidos R$ 3,844 milhões na obra. Atualmente, 40 profissionais já trabalham no local, sendo que mais 60 serão contratados, acrescenta Rodolfo Fronick Rodas, gerente administrativo da Casa Alta. As casas contarão com sala, cozinha, três dormitórios, banheiro e área de serviço externa para família com renda entre três e dez salários mínimos. A parceria entre a Residem e a Casa Alta também tem canteiro de obras na Vila Giunta, conhecido como Residencial Águas do Sobrado.

Incluindo esse empreendimento, para o mesmo perfil de interessados (de três a dez salários mínimos), são mais 488 unidades em construção em bairros de Bauru, informa o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, José Paulo Gomes de Amorim. Apesar da faixa salarial, o governo federal ainda subsidiará R$ 17 mil por unidade, acrescenta a vice-prefeita. Os interessados, aproximadamente três mil, foram cadastrados porque a ordem de serviço para o início das obras só é liberada desde que haja 20% de demanda.

Os beneficiários pagarão prestações médias de R$ 320,00 com prazo de financiamento que pode chegar a até 300 meses. Neste caso, as famílias foram contempladas por ordem de chegada – com a apresentação dos documentos necessários. Até agora, incluindo as 62 unidades contratadas ontem, o investimento chega a R$ 43,7 milhões.

Baixa renda

Outros R$ 18,4 milhões foram alocados para erguer 400 casas destinadas às famílias com renda entre zero e três salários mínimos.

As prestações serão de no mínimo R$ 50,00 e no máximo R$ 150,00. Isso significa que moradores das classes D e E terão acesso à casa própria pagando, em 10 anos, de R$ 6 mil a até R$ 16 mil. Serão atendidos por meio de sorteio eletrônico público em virtude da demanda, que chega a 27 mil.

Neste caso, o interessado pode estar com nome sujo e não comprovar renda. A Caixa Econômica Federal avalia a liberação de outras 1.745 unidades para faixa mais carente, destaca Amorim.

Neste caso, acrescenta, o investimento será de R$ 78 milhões. Outros R$ 139,9 milhões também dependem de avaliação para que sejam erguidas mais 1.562 unidades destinadas a quem ganha entre três e dez salário mínimos. “Se a gente conseguir acelerar, dá para aumentar pegando um rescaldo lá em Brasília”, finaliza Estela.

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Vínculo

As obras do programa federal Minha Casa, Minha Vida são pulverizadas, ou seja, não se concentram num único bairro. Serão contempladas regiões como Jardim Redentor, Núcleo Habitacional Octávio Rasi, Parque São Geraldo e Colina Verde, por exemplo. “Não é um núcleo habitacional. Fizemos questão que não fosse um grande núcleo para que depois não tivéssemos que criar toda a demanda social, com unidade de saúde e escola, por exemplo”, explica a vice-prefeita Estela Almagro.

De acordo com ela, os beneficiários também têm interesse em manter o vínculo com suas regiões. Os terrenos ofertados são das próprias construtoras.