Ineficiência do Poder Público e falta de educação de parcela da população. A soma desses dois fatores gera um resultado catastrófico quanto à preservação do patrimônio público, sob a ótica do professor universitário Marcos Bilancieri, que leciona na disciplina de contabilidade pública, tanto na Instituição Toledo de Ensino (ITE) quanto no Instituto de Ensino Superior de Bauru (IESB/Preve).
Um dos fatores que gera incapacidade das administrações, analisa, é a falta de funcionários. “O quadro defasado é acrescentado à falta de consciência da sociedade em geral”, observa. “Também temos leis a serem seguidas, o que acaba gerando demora nas contratações”, acrescenta.
Como forma de sanar ou minimizar os problemas, o professor sugere que a própria sociedade desperte para cuidar do que lhe pertence. “Impostos são pagos e a administração tem que ser cobrada sim. Mas essa cobrança é para que construa, faça. Mas nem tudo pode cair sobre o setor público. A sociedade pode ajudar com a manutenção. Se não cuidar, acaba tudo destruído”, enfatiza. “Telefones públicos são destruídos. É uma questão cultural.”