A Escola Guedes de Azevedo, provavelmente a mais antiga instituição de ensino em funcionamento na cidade, está prestes a comemorar os 85 anos de sua fundação. Para celebrar a data, a direção da entidade pretende organizar, no segundo semestre, duas solenidades de confraternização, visando reunir antigos alunos e professores.
Um dos eventos será destinado às pessoas que estudaram na escola em períodos mais recentes, mais precisamente a partir do final dos anos 70, quando a Guedes de Azevedo passou por uma grande mudança.
Fundada nos anos 20 pelos irmãos Durval, Antônio, Waldomiro, Everaldo, Maria e José Guedes de Azevedo (prefeito da cidade, na década de 30), além do primo Luiz Guedes, a escola foi a primeira a oferecer o curso ginasial em Bauru. Pelas salas de aula da instituição, passaram milhares de estudantes.
Porém, nos anos 70, com os antigos pioneiros prestes a se aposentar, a escola não tinha condições de receber um grande número de alunos. O segundo prédio da instituição, localizado na quadra 17 da rua Antônio Alves (o primeiro ficava perto do cruzamento das ruas Araújo Leite e Batista de Carvalho, no Centro), chegou até a ser desativado e depois vendido.
Porém, graças à dedicação da educadora Marília Guedes de Azevedo Pallotta, filha de Durval, a escola sobreviveu com o nome Recanto do Picapau, na Vila Guedes de Azevedo (entre o câmpus da Universidade de São Paulo e o Bosque da Comunidade), onde era oferecido o ensino pré-escolar.
“A intenção de minha mãe era trabalhar apenas com alfabetização, que era a paixão dela. Mas os pais começaram a insistir para ela oferecer o ensino em outras séries, então ela resolveu encarar o novo desafio”, recorda-se Roberto Pallotta, filho de Marília e atual diretor da Escola Guedes de Azevedo.
Segundo ele, o ensino nas demais séries foi retomado gradualmente, de modo a garantir que a instituição mantivesse a forma acolhedora de receber os alunos. Roberto afirma que já conseguiu reunir, por meio da Internet, um número considerável de ex-estudantes, que se mostraram dispostos a tomar parte em uma solenidade de confraternização.
Encontro solene
Roberto imagina que terá um pouco mais de dificuldade para reunir os alunos das turmas anteriores ao final dos anos 70 (para os quais seria realizado um outro encontro solene). “Queremos localizar essas pessoas e saber como o convite será recebido. Só assim teremos a noção das dimensões que o evento deverá ter”, diz.
A ideia de reunir os antigos alunos em confraternizações foi proposta pelo jornalista Luciano Dias Pires, responsável pelo suplemento Bauru Ilustrado do Jornal da Cidade. Ele estudou na Escola Guedes de Azevedo entre 1939 e 1946.
Ele se recorda com especial carinho dos grandes times formados por professores e alunos da instituição, bem como da forma como a família Guedes de Azevedo administrava a escola. “Eles eram muito humanos. Tinham muito amor por aquilo que faziam”, afirma.
Interessados em participar das comemorações de aniversário da escola poderão entrar em contato pelo telefone (14) 3979-1079 ou e-mail secretaria@guedes azevedo.com.br. Os organizadores do evento pedem que os ex-alunos disponibilizem fotografias antigas, que serão digitalizadas, para exposição e distribuição aos participantes, e serão devolvidas aos devidos donos.