09 de julho de 2026
Regional

Piratininga pode ter usina de lixo para toda região

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda neste ano, Piratininga (13 quilômetros de Bauru) deverá “ganhar” uma usina de lixo para atender cidades da região com até 100 quilômetros de distância. A empresa Estre Ambiental, de Campinas, adquiriu no ano passado uma área com mais de 20 alqueires na zona rural da cidade, mais precisamente na rodovia SP-225 (Bauru-Ipaussu), a cerca de dois quilômetros do pedágio. A informação é da Prefeitura Municipal.

Segundo a assessoria de imprensa da Estre Ambiental, a empresa está realizando o licenciamento de um empreendimento ambiental em Piratininga. “Em função do contexto econômico que significa a região de Bauru e em busca de novas tecnologias e investimentos”, informa.

De acordo com o fiscal de obras de serviços municipais da Prefeitura de Piratininga, Antônio Alvares Rodrigues, a previsão é que a empresa entre em atividade ainda este ano. “Houve uma audiência pública na prefeitura. Eles dependem (para a instalação da usina) de autorização da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo), que ainda não saiu.”

Construção civil

Segundo a prefeitura, a empresa vai reciclar os restos de construções. “Eles vão moer e vender novamente para a construção civil. O material reciclável será comercializado por uma cooperativa que deverá ser montada pela prefeitura. Com o resíduo orgânico, eles devem produzir adubo”, diz Rodrigues. A assessoria de imprensa da empresa não forneceu detalhes da usina que será implantada em Piratininga.

O assunto gera discussões há anos em cidades da região. Uma usina de lixo com capacidade para reciclar todo tipo de resíduo está sendo estudada, desde 2005, para ser instalada em Bauru. Um consórcio formado por mais de 40 cidades da região fazem parte do projeto (leia mais na página 22).

A cidade de Itapuí (44 quilômetros de Bauru), por exemplo, sofre com a destinação do lixo desde o começo do ano passado. O depósito de lixo da cidade foi interditado pela Cetesb e o município ficou sem local para depositar as 16 toneladas diárias que são coletadas.

Para resolver o problema, a prefeitura adotou uma medida paliativa, que até hoje está sendo usada: o lixo é transportado para a cidade de Guatapará. Uma nova área para aterro foi escolhida e está com licença prévia da Cetesb, porém a negociação com a proprietária da área, a Usina Cosan, emperrou e a saída do município foi pedir na Justiça a desapropriação que está em curso.