09 de julho de 2026
Nacional

Bancoop: tesoureiro do PT é acusado de cobrar propina


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São Paulo - A Procuradoria-Geral da República investiga se o novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, cobrava propina de empresários interessados em se associar a fundos de empresas estatais, afirma reportagem da revista “Veja”.

Segundo a reportagem, a denúncia foi feita ao Ministério Público Federal pelo corretor Lúcio Bolonha Funaro, que colabora com as investigações do esquema do mensalão em troca de redução de pena.

Em depoimento, Funaro teria contado que Vaccari atuava informalmente como representante do governo na intermediação de investimentos dos fundos de pensão em negócios privados.

Vaccari é investigado pelo Ministério Público de São Paulo por supostamente desviar recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop ) para as campanhas eleitorais do PT.

A Bancoop também recebeu aporte de recursos dos fundos de pensão. Essa operação é alvo de outro inquérito, este conduzido pela Polícia Federal.

Segundo o depoimento divulgado pela “Veja”, Funaro revelou que, para incluir os fundos em negócios privados, Vacccari cobraria propina de 12% do valor total do contrato para o partido. O dinheiro arrecado alimentaria campanhas eleitorais e serviria para a compra de apoio político, de acordo com a denúncia.

Defesa

João Vaccari Neto divulgou ontem nota oficial criticando a matéria de capa da revista “Veja” desta semana, denominada “A conexão Bancoop/mensalão”. Para Vaccari, o objetivo da revista é utilizar o seu nome para atacar o PT e tentar influenciar o processo eleitoral deste ano.

Na nota que divulgou ontem, Vaccari diz: “A ‘Veja’ desta semana dá continuidade à estratégia de me usar para atingir o Partido dos Trabalhadores. Na semana passada, a revista apresentou denúncia baseada em investigação que teve providências noticiadas pela revista rejeitadas pela Justiça. As acusações desta semana se baseiam exclusivamente em depoimento cujo conteúdo não é verdadeiro, que teria sido prestado em 2005 pelo doleiro Lúcio Bolonha Funaro, buscando se beneficiar de delação premiada.”

O tesoureiro do PT alega também que o Ministério Público Federal não considerou as acusações consistentes e que não houve qualquer desdobramento com relação ao seu nome. “Passados cinco anos, nunca fui chamado para prestar esclarecimentos ao Ministério Público Federal. Nem mesmo fui informado da existência ou do teor desse depoimento. O Ministério Público não propôs ação contra mim. Nenhuma denúncia foi apresentada”, frisou. E continuou: “Trata-se novamente de matéria sem fundamento ou provas como outras dessa revista que tem como objetivo atacar sistematicamente o PT, visando influenciar o processo eleitoral deste ano.”