Bogotá - O governo colombiano pediu o comparecimento massivo da população nas eleições legislativas de hoje como uma expressão de rejeição à violência, em eleições que colocarão à prova a força da coalizão no poder.
Cerca de 29,8 milhões de eleitores estão habilitados para renovar os 102 assentos no senado e outros 166 na Câmara dos Deputados, em eleições historicamente caracterizadas pela abstenção, mas que nesta ocasião influenciarão as futuras alianças políticas para a eleição presidencial.
“As eleições são a expressão mais pura da democracia e por isso é essencial que seu resultado seja a vontade inequívoca dos cidadãos. Para conseguir isso, a primeira coisa que peço é o comparecimento massivo às urnas”, disse à Reuters o ministro do Interior, Fabio Valencia.
Depois da fracasso no tribunal constitucional que deixou o presidente Álvaro Uribe inabilitado para ser candidato e buscar uma segunda reeleição imediata ao declarar ilegal um referendo, os partidos e movimentos políticos de sua coalizão tentarão manter a maioria no congresso.
Já um enfraquecimento na coalizão, com a perda de maioria no Senado e Câmara, abriria espaço para o triunfo de um candidato independente ou de oposição, segundo analistas.
Nas eleições legislativas de 2006 foram descobertas alianças de políticos com antigos esquadrões paramilitares de ultra-direita que financiaram suas candidaturas entre os habitantes das regiões que controlavam, o que provocou a saída de aproximadamente 30 parlamentares.