07 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

CONTINUA NA FILA

O Brasil continua numa fila que já dura 29 anos a espera por um título do Banana Bowl na categoria até 18 anos. Na edição de 2010, o tênis brasileiro tinha como maior esperança o alagoano Tiago Fernandes, primeiro cabeça de chave, terceiro do ranking mundial e detentor do título do Aberto da Austrália na categoria até 18 anos. Mas jogo se ganha na quadra e Tiago, talvez por sentir a pressão de jogar em casa e ter quase que a “obrigação” de vencer o torneio em razão do inédito título na Austrália, perdeu na primeira rodada para o argentino Facundo Mena, 105o do mundo. O colombiano Juan S. Gomez foi o campeão e o argentino Renzo Olivo o vice-campeão. O último título brasileiro nessa categoria aconteceu em 1981 com Eduardo Oncins quando venceu na final o bauruense Edvaldo Oliveira.

BOM MOMENTO

Pode-se dizer que o tênis masculino (profissional) do Brasil vive um bom momento. A prova é o Masters 1000 de Indian Wells (EUA), em disputa nessa semana. Dos 48 jogadores que compõem a chave principal, quatro são brasileiros: Thomaz Bellucci, Marcos Daniel, Ricardo Melo e Tiago Alves. A última vez que o Brasil colocou quatro tenistas em um evento dessa categoria foi em março de 2003, quando Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni, André Sá e Flavio Saretta disputaram a chave principal do Masters Series de Miami, na Flórida.

DECEPCIONOU

E não deu outra. O russo Marat Safin perdeu no Rio Champions 2010 (torneio envolvendo alguns ex- campeões do passado) logo na primeira rodada. Um dia antes de sua estreia no torneio, Safin disse que sua estada no Rio de Janeiro era para jogar tênis, visitar a cidade, “beber bastante” e se divertir. Pode ter acontecido tudo o que havia planejado, só faltou jogar tênis, pois mesmo estando fora do circuito profissional há poucos meses, quando ainda era um dos 30 melhores do mundo, decepcionou ao ser derrotado pelo sul-africano Wayne Ferreira (oito anos mais velho que ele) por 2 sets a 0. O título de campeão do torneio ficou com o brasileiro Fernando Meligeni, que venceu na final o australiano Mark Philipoussis por 6/4 e 4/6 (10/8).

QUE MAU EXEMPLO

Quatro ex-números 1 do mundo e mais dois dos maiores ídolos do tênis nacional seriam homenageados no último domingo durante o Rio Champions para imprimirem suas mãos no cimento da Calçada da Fama do estádio do Maracanã: Gustavo Kuerten (Guga), o sueco Mats Wilander (SUE), o americano Jim Courier, e o russo Marat Safin por liderarem o ranking ao longo de suas carreiras. Guga não disputou o torneio no Rio, mas participou de uma concorrida clínica para cerca de 200 crianças. Safin não compareceu, talvez pela “ressaca”. Que mau exemplo.

FRASE

“Eu jogo tênis há 17 anos, e ainda não consigo colocar essa pequena bola dentro dessa enorme quadra. Isso é frustrante, mas ainda tenho esperança de algum dia poder colocá-la mais vezes dentro da quadra”. Frases da russa Svetlena Kuznetsova, 3a do mundo depois de perder na primeira rodada do Indian Wells para a espanhola Carla Suarez 42a do mundo.

O MAIS RICO

Roger Federer é o maior tenista de todos os tempos, mas não o mais rico. O romeno Ion Tiriac, hoje com 71 anos, é de longe o mais rico. Tiriac que já foi campeão em duplas de Roland Garros nos anos 70 está na posição 937 da lista anual publicada pela revista Forbes, com um patrimônio de 1 bilhão de dólares. Depois que deixou de jogar, o romeno atuou como técnico e empresário de jogadores como Guillermo Vilas (ARG) e os alemães Boris Becker e Steffi Graffi. Atualmente trabalha no ramo de seguros, além de promover o Masters 1000 de Madri.

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DICA

Você está na rede com o adversário totalmente “abatido” e a quadra toda aberta, mas mesmo assim você “consegue a façanha” de jogar a bola na rede ou pra fora, por que isso acontece? Pode ser em razão de estar de olho no posicionamento do adversário ao invés de estar olhando apenas a bola, ou também por, ao perceber o adversário fora de posição, estar interrompendo o trabalho de pés, causando perda de equilíbrio, como conseqüência o erro. Depois do “split-step” ( um pequeno salto, caindo na ponta dos pés e com as pernas separadas, que se executa pouco antes de o adversário tocar na bola), mova com o pé (esquerdo se for um “voleio” de direita e direito se for de esquerda) em direção a bola de maneira que esse pé toque no chão exatamente no mesmo instante em que você tiver tocando a bola com a raquete. E, o mais importante: o adversário (se for esperto) estará tentando voltar ao centro da quadra, portanto, não é preciso olhar para saber onde ele está. Olho, só na bola!

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CURIOSIDADE

O título de Roland Garros no ano passado não rendeu boa soma em dinheiro apenas ao campeão Roger Federer (SUI). Graças a uma doação, uma entidade beneficente da Inglaterra ganhou o equivalente a 260 mil reais com o título do suíço. Entre 2000 e 2005, o inglês Nicolas Newlife fez uma série de apostas em uma casa especializada em sua cidade Kidlington, envolvendo alguns acontecimentos do tênis profissional. Mas em fevereiro de 2009, Newlife, então com 69 anos, veio a falecer deixando escrito em seu testamento que caso suas apostas fossem vencedoras o dinheiro deveria ser repassado à Oxfan, (entidade beneficente de sua cidade). Uma das apostas do inglês era que Federer ganharia seu 14º título de Grand Slam antes de 2020, em uma cotação que pagava 66 por 1.O título de Federer em Roland Garros de 2009 foi 14º Grand Slam da carreira, o que proporcionou que a entidade recebesse o equivalente a 260 mil reais. O inglês fez ainda outras apostas e pelo menos a primeira delas pode se concretizar ainda esse ano: 1- Federer vence sete títulos de Wimbledon antes de 2020, paga 66/1 (já ganhou seis vezes); 2 - O americano Andy Roddick ganha seu sétimo título de Grand Slam antes de 2020, paga 33/1; 3 - Andy Roddick ganha seu décimo título de Grand Slam antes de 2020 - paga 100/1. As últimas bem mais difíceis, pois Roddick até hoje só venceu um Grand Slam (US Open).