É muito fácil a gente fazer críticas e meter a lenha naqueles que nós julgamos culpados, vale mais como um desabafo. Hoje eu quero falar de amigos que são tão valiosos como a maior riqueza. Quando eu era adolescemnte ainda não sabia o valor da amizade. Meu primeiro emprego foi na Anderson Clayton, onde me relacionei com tantas pessoas humildes como eu que até hoje ainda me encontro com algumas pessoas daquele tempo.
Depois trabalhei na Texaco, de onde tenho boas recordações: sr. Artur Guedes, que hoje é juíz de Paz. Homem de formação privílegiada, bem educado e sem preconceito, eu o considero amigo. Edson Avila, Bosco, Ari Gobi, Nelson, Flávio, José F Pimenta (gerente), Edson Santiago, Manoel, Leonildo, Geraldo, José Navarro. O Navarro, como é chamado, é um dos que eu mantenho contato e me sinto à vontade para trocar ideisa como se fosse da mimha família. Depois entrei na Cia. Brasileira de Petróleo Ipiranga, uma ótima empresa que tinha um grande quadro de funcionários. Consegui centenas de amigos no decorrer de vinte e quatro anos que pertenci ao quadro de funcionários. Até hoje, quando eu faço visitas na empresa tenho a impressão que ainda sou funcionário. Fica na lembrança que todos aqueles que pertenciam ao quadro vão se reunir para tratar assuntos da empresa.
Vale a pena ter amigos, mesmo que seja para ficar aborrecido quando ocorre a falta de alguém. Gostaria de enumerar todos aqueles que foram meus companheiros desde o gerente até aqueles que desempenhavam todos os serviços do depósito como eu fazia. Aprendi muita coisa boa, uma delas pertencia à filosofia do sr. Wellington; em vez de dar bronca ele dizia: Deus te abençoe.
Para falar de meus relacionamentos com os companheiros de trabalho eu precisaria de um espaço muito grande, mas eu tenho certeza que aquele que ler a carta vai saber que não me esqueci de ninguém.
Francisco Antonetti Torrecilha