10 de julho de 2026
Regional

Tribunal deve julgar hoje acusada de homicídio que continua foragida

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - O julgamento de Silvana Aleide dos Santos, acusada de participar da morte do namorado Mário Alves Durval juntamente com seu amante, Nilson Aparecido Tiago, em janeiro de 1990, em Piratininga (13 quilômetros de Bauru), está previsto para ocorrer hoje, às 9h, no Fórum da cidade. Como a acusada está foragida, se o julgamento for mesmo realizado, será a primeira vez na história que o Fórum do município irá realizar um julgamento sem a presença do réu.

A sentença final sobre o destino de Silvana será proferida pelo juiz substituto Ricardo Venturini Brosco. O Tribunal do Júri iria se reunir no dia 24 de setembro de 2009 para avaliar o caso, mas o julgamento teve que ser adiado por conta de uma audiência na mesma data, em São Manuel, envolvendo o promotor de acusação.

O julgamento sem a presença do réu só tornou-se possível em razão de reformas no Código de Processo Penal trazidas pela Lei nº 11.689/2008, que permite que a intimação do réu seja feita através de edital, que o processo tenha sequência mesmo que não haja intimação pessoal do acusado e que o julgamento ocorra mesmo sem o réu.

Silvana Aleide dos Santos e Nilson Aparecido Tiago, vulgo “Biro-biro, são acusados de matar o namorado da ré, Mário Alves Durval, na época com 22 anos, com cinco tiros, no acostamento da rodovia SP-225, em Piratininga. Em seguida, os dois teriam escondido o corpo no porta-malas do veículo da vítima, que foi localizada somente dois dias após o crime, em uma estrada de terra próxima à rodovia Bauru-Iacanga.

Conforme apurado pela polícia, os três saíram para dar uma volta, desceram do veículo e passaram a conversar quando, por motivos a serem esclarecidos, Nilson sacou o revólver e atirou três vezes contra a vítima, sem possibilidade de defesa. Com Mário caído ao solo, o acusado disparou mais dois tiros contra ele, que morreu na hora. Durante o inquérito, descobriu-se que a arma utilizada no crime era de propriedade de Silvana.