São Paulo - O promotor de Justiça João Luiz Minniccelli Trochmann foi condenado ontem a cinco anos de prisão por ter atirado contra a mulher na casa onde moravam, em 2002. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo também determinou a perda do cargo público - Trochmann estava afastado da função desde o crime.
O crime aconteceu em 6 de dezembro de 2002, em Valinhos (85 km de São Paulo). De acordo a Procuradoria-Geral de Justiça - órgão responsável por denunciar membros do Ministério Público -, Trochmann usou um revólver calibre 38 para balear a ex-mulher, a advogada Érika May, por motivo torpe e sem chance de defesa.
O tiro acertou o queixo da advogada, atravessou o pescoço e parou na coluna cervical. Ele foi acusado de lesão corporal gravíssima, com a qualificação de dano físico permanente. A defesa, contudo, argumentou que o promotor prestou socorro, configurando o chamado arrependimento eficaz. À época do crime, o acusado chegou a dizer que o tiro fora acidental. O relator do processo, desembargador José Luis Palma Bisson, votou pela condenação de Trochmann e foi acompanhado por outros desembargadores.
Na decisão final, o promotor foi condenado, por 13 votos a cinco, a cumprir pena em regime semiaberto - ele poderá trabalhar durante o dia e passar a noite na prisão.