10 de julho de 2026
Internacional

Israel suspende bloqueio na Cisjordânia

Folhapress
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Tel-Aviv - Israel suspendeu ontem o bloqueio imposto desde sexta-feira passada à Cisjordânia e reabriu ao público a Esplanada das Mesquitas de Jerusalém. A polícia, contudo, continua em alerta em Jerusalém Oriental, um dia após confrontos que deixaram 50 palestinos e 15 policiais feridos.

“De acordo com uma decisão do ministro da Defesa, Ehud Barak, suspendemos durante a noite o bloqueio que estava em vigor em Judeia e Samaria (nome bíblico da Cisjordânia)”, afirmou um porta-voz do Exército.

O fechamento da Cisjordânia, que não só impede a passagem dos palestinos ao território israelense, mas também ao território palestino ocupado - como no caso de Jerusalém Oriental -, são frequentes durante as festividades oficiais de Israel, mas há anos não eram decretados fora dessas datas.

Segundo o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, quase 3.000 policiais permanecem em alerta em Jerusalém Oriental para evitar novos confrontos.

Israel liberou também o acesso à Esplanada das Mesquitas, na Cidade Antiga de Jerusalém, terceiro local mais sagrado do Islã e local mais sagrado para os judeus, informou Rosenfeld.

O acesso à esplanada estava proibido aos muçulmanos de menos de 50 anos e aos visitantes não muçulmanos.

Israel teme novos confrontos, depois da violência registrada anteotem, entre jovens palestinos e as forças de segurança israelenses em Jerusalém Oriental, a situação mais grave na cidade em vários anos, que acontece em meio a um clima de tensão político-religiosa e de crise diplomática.

As revoltas populares aconteceram depois que Israel anunciou novas construções em colônias judaicas na parte palestina de Jerusalém e a inauguração de uma sinagoga na Cidade Antiga, situada na parte ocupada da cidade.

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Obama acusado de ser antissemita

Tel-Aviv - O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, se viu ontem em meio a uma nova polêmica nas recentemente conturbadas relações com os EUA ao ter de ir a público rejeitar comentário do seu cunhado a uma rádio local chamando o presidente Barack Obama de antissemita.

Em uma entrevista à rádio do Exército, Hagai Ben-Artzi disse que Obama “odeia os judeus”, e tanto Netanyahu quanto o povo de Israel também não gostam do presidente americano.

“Quando um presidente dos EUA é antissemita, temos de dizer: Não cederemos. Somos uma nação de 4.000 anos, e você (Obama) em um ano ou dois será esquecido. Quem lembrará de você? Jerusalém vai durar para sempre’’, disse, segundo o “Haaretz”, ao cobrar resistência à pressão dos EUA contra construções anunciadas na cidade.

O premiê israelense disse, em nota, se opor “firmemente’’ às palavras de Ben-Artzi. O ruído é mais um ingrediente no princípio de crise que se instalou nas relações entre os dois aliados.