10 de julho de 2026
Nacional

Seguro de vida fica até 15% mais barato

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) lançam ontem a primeira tábua atuarial brasileira, a BR-EMS - utilizada para apontar a expectativa de vida e mortalidade da população. Com a nova referência, o preço dos seguros de vida poderão cair até 15% nos próximos meses, segundo expectativa do presidente da Comissão Atuarial da Fenaprevi, Jair Lacerda.

Atualmente, as segurados brasileiras utilizam a tábua americana, tanto para calcular as contribuições dos brasileiros à previdência privada quanto ao seguro de vida. No caso da previdência, não haverá impactos significativos porque a tábua utilizada é mais recente, de 2000 (a AT 2000), e o mercado brasileiro ainda aplica um ajuste de 10%. “Para os homens, o ajuste que praticamos estava correto e refletia a nossa expectativa de vida, para as mulheres há uma pequena diferença, mas que não deverá impactar em custos”, afirma Lacerda.

Já no caso dos seguros de vida, há uma diferença significativa. As seguradoras do país hoje usam uma tábua americana da década de 80. O resultado é que a expectativa de vida é menor e, dessa forma, o preço dos seguros maior. Um homem de 40 anos, por exemplo, que contrata um seguro de vida, pela base americana, tem expectativa de falecer nos próximos 33,55 anos. Com a tábua brasileira, a expectativa é de que viva mais 40,5 anos, uma diferença de sete anos.

”Como a probabilidade de falecer num período recente é menor, o custo do seguro cai”, explica o presidente da comissão. No entanto, nada muda para quem já tem planos contratados. “Para quem já está pagando, não há impactos, a não ser que a pessoa resolva contratar um novo plano que utilize a tábua brasileira como referência”.

Lacerda acrescenta ainda que a expectativa é de que as seguradoras lancem produtos que utilizam a BR-EMS como referência até o final do ano, quando os preços deverão cair. Porém, as empresas não são obrigadas a utilizaram o padrão.