Washington - O general americano do Corpo de Marines e ex-comandante da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), John Shehaan, afirmou que forças holandesas teriam sido ineficazes no massacre de Srebrenica em 1995 em parte por causa da presença de soldados gays.
A afirmação, feita ontem no Congresso dos EUA, em audiência sobre a questão de soldados gays servirem abertamente no Exército norte-americano, gerou protestos da Embaixada da Holanda nos Estados Unidos e do governo da Holanda ontem.
Em 1995, durante a Guerra da Bósnia (1992-95), forças servo-bósnias comandadas pelo general Ratko Mladic tomaram o controle de Srebrenica e massacraram mais de 7.000 homens e meninos muçulmanos. O massacre é considerado a maior matança na Europa desde a Segunda Guerra (1939-1945) e apontado como genocídio pela Corte Internacional de Justiça.
No momento do massacre, a região estava sobre proteção de tropas holandesas sob ordem da ONU, que tinham como missão proteger a cidade de possíveis ataques sérvios. “O batalhão não tinha força suficiente, a liderança era fraca, e os sérvios entraram na cidade, algemaram os soldados a postes de telefone, marcharam levando os muçulmanos, e os executaram”, disse.