07 de julho de 2026
Nacional

Conversando com o bispo


| Tempo de leitura: 4 min

Para quem não se lembra, este PNDH 3 (terceira edição) é aquele Programa que o nosso caríssimo Presidente Lula, pouco antes do Natal, decretou assinando o documento sem ler e, assim, sem ler o encaminhou ao Congresso Nacional. Justificou-se dizendo que deixara à Ministra Dilma Rousseff a tarefa do discernimento quanto ao seu conteúdo e mérito. As reações contrárias (lembra-se?) vieram rápidas, algumas duras, mas bem embasadas, e da parte de diversos setores; e continuam a acontecer até hoje.

O governo logo teve de recuar para atender às reclamações das Forças Armadas. Tratava-se da criação daquela Comissão da Verdade para apurar as possíveis violações dos direitos humanos durante o regime militar. O Ministro ameaçou renunciar, e o governo voltou atrás. Mas é incrível como o governo resiste em rever absurdos quanto a outros pontos. Cito aqui algumas das graves ofensas aos verdadeiros direitos humanos que o referido Plano propõe:

·Censura à mídia, à imprensa, que passam a ser controladas ideologicamente segundo o interesse do governo de plantão.

·Atentado contra o direito constitucional à propriedade, justificando invasões em terras produtivas, causando baderna e insegurança no campo.

·Descriminalização do aborto.

·Legalização da união entre pessoas do mesmo sexo, reconhecendo-lhe status jurídico equivalente ao casamento, com direito à adoção de crianças.

·Profisssionalização da prostituição.

·Proibição de símbolos religiosos em lugares públicos, como os crucifixos em repartições públicas.

Bastam estes pontos para o objetivo desta reflexão, que é de chamar a atenção para a gravidade do Documento ao menos sob o ponto de vista dos valores cristãos e éticos. A CNBB, sob essa ótica, já se pronunciou firmemente contra o Documento. Desejo repercutir aqui a posição da Igreja, manifestada pela Presidência da CNBB com a Declaração sobre o PNDH 3 por ela assinada aos 15 de janeiro de 2010. “A CNBB reafirma sua posição, muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, e contrária à discriminação do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homoafetivos. Rejeita, também, a criação de ‘mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União’, pois considera que tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas”.

Segundo a doutrina cristã e católica, a pessoa humana é sagrada, desde o momento de sua concepção até o seu fim natural, porque criada à imagem e semelhança de Deus, redimida por Cristo e vocacionada à comunhão de vida plena e eterna com o seu Criador. Por isso, declara a Doutrina Social da Igreja: “A fonte última dos direitos humanos não se situa na mera vontade dos seres humanos, na realidade do Estado, nos poderes públicos, mas no próprio ser humano e em Deus seu Criador” (CDSI n.153).

O PNDH 3 deve sim ser rejeitado exatamente nos pontos em que ele, sob o pretexto de respeitar pseudo-direitos humanos, fere gravemente a democracia e a ética, e pretende impor no Brasil a ditadura de ideologias preconceituosas e ateias que destroem a família e o matrimônio, e atentam contra o direito à vida e à liberdade religiosa.

Roguemos ao bom Deus para que nos livre de todos estes males que o tal PNDH 3 nos ameaça.

Dom Caetano Ferrari

Bispo Diocesano de Bauru

____________________

NOTÍCIA

Encontros de discernimento vocacional têm início em março

A Escola de Pais do Brasil, que existe há 47 anos, trata-se de círculos apresentados por casais durante 10 semanas. Entre os temas abordados estão como enfrentar com sucessos os desafios para educar os filhos no mundo de hoje; o amor e a segurança como alicerces de um desenvolvimento sadio; a ação educativa de mães e pais, da infância à adolescência dos filhos; e como educar os filhos para que o exercício de sua sexualidade seja a expressão do seu amor. Podem participar pais, avós, tios, tias, noivos, namorados e educadores. Não há cobrança de nenhuma taxa, pois a Escola de Pais é um trabalho voluntário. Quem tiver presença em sete ou mais dias receberá um certificado, que será entregue por seu filho na solenidade de formatura. Confira os locais e datas dos círculos:

Colégio São José: quarta-feira às 19h30, (com entrada pela rua Gustavo Maciel)

Paróquia Sagrada Família: quinta-feira às 19h30, na rua Luiz Bassoto, 4-25 (em frente ao Centro de Treinamento das Autoescolas). Informações: (14) 3203-7943.

____________________

Agenda da semana

• Retiro Espiritual do Apostolado da Oração: dia 21 de março, das 7h30 às 15h30, encerrando com a missa, na Casa de Cursilhos, no Jardim Ferraz.

• Quermesse em louvor a São José: dia 21 de março, a partir das 19h, com sorteio de prêmios, no salão da Paróquia São José Trabalhador, na rua Domingos Bertoni, 5-10, na Vila Industrial, em Bauru.

• Encontro de discernimento vocacional: dia 21 de março, das 14h às 17h, para rapazes e moças a partir de 16 anos, no Seminário Diocesano Maria Mãe da Igreja, que fica na rua Fernando Costa, 3-30, no Jardim Estoril, em Bauru. Informações: (14) 3223-5565.

Perguntas para dom Caetano podem ser enviadas para o e-mail: pascom@bispadobauru.com.br

É importante colocar nome completo e endereço.