11 de julho de 2026
JC Criança

Musical ‘Meu amigo, Charlie Brown’ estreia no Brasil

Maiara Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

O bom e velho Charlie Brown, personagem do quadrinista americano Charles M. Schulz, está comemorando 60 anos. O aniversário marca também a criação de seu melhor amigo, o cachorro Snoopy, e de toda a turma das famosas tiras “Peanuts”, publicadas mundialmente em milhares de jornais desde 1950. Por coincidência, a celebração ganha coreografia e som e chega ao palco do Teatro Frei Caneca, em São Paulo, com a estreia do musical da Broadway “Meu Amigo, Charlie Brown”.

Para Leandro Luma, que interpreta Charlie e assina a produção do espetáculo, foram os astros que conspiraram para que a montagem entrasse em cartaz em um momento tão oportuno. “Quando comprei os direitos da peça, não sabia que o desenho comemoraria 60 anos Só descobrimos esse detalhe em uma reunião tempos depois”, relembra.

Embora seja essencialmente um espetáculo infantil, a expectativa é de que os pais, que apreciaram as histórias do simpático e melancólico garoto na infância, compareçam em peso. Para o diretor Alonso Barros, um dos atrativos para os grandinhos é o texto de Schulz. “Os adultos vão se divertir. Ele criou crianças muito complexas”, garante.

• Serviço

“Meu Amigo, Charlie Brown.” Teatro Shopping Frei Caneca (rua Frei Caneca, 569, São Paulo). Telefone (11) 3472-2226. Sessões: sábado e domingo, às 16h. Até 27 de junho. Ingresso: R$ 50,00. Duração: 75 minutos. 600 lugares. Indicação: livre.

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Personagens

Em cena de “Meu amigo, Charlie Brown”, Charlie Brown, Snoopy (Frederico Silveira), Sally (Mariana Elisabetsky), Lucy (Paula Capovilla), Schoeder (Felipe Caczan) e Linus (Thiago Machado) apresentam o que seria um dia na vida dessa turma. “É como se o espectador tivesse lendo uma série de tirinhas, que começam de manhã na escola, e vão até o anoitecer”, explica o diretor Alonso Barros.

Ao longo de 75 minutos do musical, o espectador conhece as preocupações e frustrações de Charlie Brown, o amor do pequeno pianista Schroeder por Beethoven e a mania de Linus de estar sempre acompanhado de um velho cobertor. O humor é garantia da banquinha de Lucy, que, em vez de vender limonada como a maioria da crianças americanas, prefere atender como analista. “Não existe coadjuvante, em cena, todos os personagens são protagonistas”, explica o produtor Leandro Luma.

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Primeira vez

É a primeira vez que “You’re a Good Man, Charlie Brown”, no original, ganha uma adaptação nacional. Por aqui, o texto de Charles M. Schulz e as canções de Clark Gesner e Andrew Lippa foram traduzidos por Mariana Elisabetsky.

O espetáculo, que estreou em 1967, lançou duas versões posteriores, uma em 1971 e outra em 1999. A peça brasileira é uma adaptação da última delas, obra ganhadora de dois Tonys (o prêmio mais importante do teatro americano).

São 17 números musicais repletos de dança. Uma orquestra formada por sete músicos, regida pelo diretor musical Marconi Araújo, toca a trilha que é interpretada pelos atores-cantores. A caracterização fica por conta dos figurinos produzidos por Jô Resende, que faz uma releitura dos trajes dos personagens, que estão sempre com as mesmas roupas.

Depois de São Paulo, a expectativa é que a peça faça uma turnê pelo País, em 2011. “Nossa pretensão é passar pelo Brasil inteiro, indo de Manaus até Porto Alegre”, revela Leandro Luna.