09 de julho de 2026
Ser

‘Brinquedoteca também ajuda pais’, diz psicóloga

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Além de auxiliarem no tratamento das crianças hospitalizadas, as brinquedotecas também ajudam os pais a se sentirem mais à vontade no hospital, isso porque permitem a troca de experiências uns com os outros. Segundo a pesquisadora e psicóloga Vera Barros de Oliveira, co-autora do livro “Brincar é saúde: o lúdico como estratégia preventiva”, o entrosamento entre crianças, equipe hospitalar e família é imprescindível para a recuperação infantil, e as brinquedotecas permitem essa comunicação.

Nikolas Sena Araújo, 2 anos, está internado há dias no Hospital Estadual para controlar a diabetes. Mas nada de tristeza, nem para ele nem para sua mãe, Elaine Cristina Teixeira Araújo, que o acompanha todos os dias.

Ela acredita que hospitais deixam as crianças tristes por estarem longes da família, mas avalia que as brinquedotecas transformam a triste realidade dos pequenos. “Eles ficam mais alegres, brincam com outras crianças e os pais têm a oportunidade de conhecer outros pais com os mesmos problemas para trocar experiências, o que é fundamental para sair da tristeza e ajudar na recuperação de nossos filhos”, afirma Elaine.

Quem também faz questão de falar sobre a importância do brincar na saúde é a analista de sistemas Regiane Helena Monteiro Zolezi, mãe do pequeno Breno Monteiro Zolezi, 2 anos. “Meu filho precisou de internação por causa de uma infecção. Salas de brinquedos em hospitais são verdadeiras bençãos para distrair e passar o tempo. Brincando, ele fica cansado e dorme melhor à noite, já que sente falta de casa”, aponta.

Melhorar a qualidade de vida das crianças abatidas pela rotina de tratamentos e promover o convívio social delas com a família e outros pequeninos são as marcas registradas das brinquedotecas presentes nos hospitais da cidade. Elas devolvem a autoestima, autoconfiança e o sorriso dos que, ainda tão pequenos, já passam por momentos dolorosos. “Ficar o dia todo em um quarto de hospital é muito ruim. Na brinquedoteca eu me distraio e me sinto mais feliz”, afirma Gabriel Mateus da Silva, 12 anos, internado no Hospital da Unimed para cirurgia do apêndice.

A existência de brinquedotecas em ambientes hospitalares é obrigatória desde março de 2005, quando foi sancionada a lei número 11.104. O documento dispõe sobre a obrigatoriedade do equipamento em unidades de saúde com atendimento pediátrico em regime de internação.