Marília - O Pronto Atendimento (PA) da zona norte de Marília (a 100 quilômetros de Bauru) terá, a partir desta semana, uma ala exclusiva para atendimento de pacientes que estão com suspeita de dengue. Ontem, as coordenações da Vigilância Epidemiológica e de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde confirmaram mais 28 casos da doença, todos autóctones (contraídos na cidade). Ao todo, são 257 casos registrados desde o início do ano.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, em princípio o PA da zona norte funcionará das 7h às 16h, de segunda a sexta-feira, para aliviar a demanda na procura do Pronto Atendimento em detrimento a outras ocorrências. Nesta ala, além de ter um médico para o atendimento dos pacientes, haverá espaço para observação e sala de hidratação, quando houver necessidade.
O atendimento de casos suspeitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF) continuará sendo feito normalmente.
“Esta rotina no PA servirá para otimizar o atendimento de todos os usuários com suspeita de dengue, bem como de outras patologias”, diz a membro da Coordenação de Atenção Básica da Secretaria Municipal da Saúde, Flávia Cristina Castilho Carácio.
Demanda
Flávia explica que ampliou a demanda de atendimento de casos suspeitos nas Unidades de Saúde. “E com a divulgação de que uma paciente pode ter sido vítima da dengue na última quarta-feira (dia 17), quase dobrou a demanda de atendimento”, informa a coordenadora de Atenção Básica.
Segundo a coordenadora de Atenção à Urgência da SMS, Gisele Soares, outra estratégia de apoio ao atendimento a ser instalada pela Saúde Municipal será na sala de espera das Unidades, em que enfermeiras darão orientações para todos os usuários sobre a dengue.
“Hoje, muito se ouve em como prevenir a doença, como eliminar os criadouros do Aedes aegypti (transmissor da dengue) e falar nos casos, principalmente quando divulgados em regiões. Mas se for feito um trabalho específico, mostrando aos usuários as ocorrências próximas na comunidade, as pessoas deverão ficar mais sensíveis e agirão para a eliminação de criadouros”, acredita Gisele.
A orientação aos usuários já vinha sendo feita nas Unidades de Saúde, principalmente no atendimento dos pacientes com suspeita de dengue, mas agora terá um trabalho mais incisivo com todos os que procuram atendimento na Saúde Municipal, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura.
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Números
Os 28 casos autóctones de dengue divulgados ontem pela Secretaria Municipal da Saúde de Marília foram diagnosticados pelos dois métodos: o NS1 e o sorológico, sendo que no primeiro foram confirmados 17 e pelo outro, 11. Os casos foram registrados nos bairros Alto Cafezal (sete), Parque das Nações (sete), Santa Antonieta II (seis), Vila São Miguel (quatro), Jardim Cavalari (um), Chico Mendes (um), Jardim Bandeirantes (um) e Cascata (um).
Os serviços de Saúde ainda aguardam a confirmação da situação de 14 casos registrados no município na última semana. A Vigilância Epidemiológica também aguarda resultado da necropsia de uma paciente de 34 anos, que foi diagnosticada com dengue e que faleceu no último dia 17. Somente o resultado poderá informar a causa da morte da vítima.
Ontem e hoje, equipes de Saúde prosseguem com bloqueio químico (inseticida) no Alto Cafezal, onde o processo já está quase concluído, e no Parque das Nações.