09 de julho de 2026
Nacional

Arruda pede liberdade ao STJ e desiste de recurso contra cassação

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Após comunicar a decisão do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), que desistiu de recorrer da cassação determinada pela Justiça Eleitoral local, os advogados do ex-democrata voltaram a protocolar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o pedido de revogação da prisão dele.

No novo documento apresentado, a defesa anexou a carta escrita por Arruda informando os motivos que o fizeram evitar uma tentativa de derrubar a cassação com um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também laudos médicos que comprovariam o estado de saúde debilitado do ex-democrata.

Na semana passada, os advogados de Arruda entraram com um pedido de liberdade no STJ, além de um pedido de prisão domiciliar e de prisão hospitalar. O ministro do STJ, Fernando Gonçalves, analisou apenas aquele relativo à prisão hospitalar, mas negou o pedido. Os outros dois pedidos podem ser analisados nos próximos dias.

O governador cassado desistiu ontem de recorrer contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) local, que determinou a perda do mandato por desfiliação partidária.

A decisão de Arruda foi comunicada a seus advogados por meio de uma carta. A defesa do ex-democrata pretendia recorrer ontem ao próprio TRE ou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Não tenho a culpa que querem me imputar. E concluí que posso ajudar mais Brasília, em seu aniversário de 50 anos, com a minha ausência do que com a minha presença. Divergem-se os conflitos e as paixões. Por isso decidir solicitar a vocês, meus advogados, que não recorram ao TSE. Recorrer seria prolongar o drama”, diz Arruda na carta.

Arruda foi preso por oferecer suborno a uma das testemunhas do esquema de arrecadação e pagamento de propina. O ex-governador é acusado de chefiar o esquema de corrupção que também envolveria o ex-vice-governador, Paulo Octávio - que renunciou ao cargo- assessores, deputados distritais e empresários.

Avaliação psiquiátrica

Arruda vai passar por uma avaliação psiquiátrica para analisar seu quadro emocional diante da depressão. O exame será realizado por um psiquiatra da Polícia Federal e foi solicitado pelo médico particular de Arruda, Brasil Caiado.

No dia 1 de março, Arruda passou por uma avaliação semelhante e teve a dose do remédio que toma contra depressão dobrada. Caiado explicou que Arruda já tratava da depressão antes de ser preso no dia 11 de fevereiro, mas teve o quadro agravado nas dependências da Polícia Federal. Segundo Caiado, a depressão pode prejudicar o tratamento dos problemas cardíacos de Arruda.