Gostaria muito de hoje poder subir as escadas do seu consultório e encontrá-lo compenetrado sobre os livros ou escrevendo com total atenção e, mais uma vez, receber seu sorriso tímido e acolhedor, acompanhado da frase “Como vai, tudo bem? Tudo bem, Gabriel?”. Meu filho Gabriel completa agora 13 anos e desde o primeiro mês de vida foi atendido pelo dr. Osvaldo Garcia Maldonado, um pediatra, homeopata e ser humano maravilhoso, a quem muito admiramos e a quem devemos noites e dias mais tranquilos.
Quantas consultas, quantas ligações, quantos finais de semana precisamos entrar em contato com ele, que prontamente nos atendia, serenamente. Muito obrigada, doutor!
Só de entrar em sua sala já respirávamos segurança e bem-estar, pois era isso que ele transmitia.
Com seu jeito tímido, porém firme, e com sua sabedoria ímpar, conquistou a todos de minha família - todos os netos da minha mãe (nove, sendo que o mais velho tem hoje 32 anos) passaram pelo atendimento desse competente pediatra; meu irmão, cunhada e eu também passamos por ele, que atendia adultos e crianças através da homeopatia, que ele tão bem conhecia.
O Gabriel, a quem o doutor chamava de “Periquito”, gostava demais dele, se identificava com ele. Tanto que, um dia, contando com 8 ou 9 anos, escreveu uma cartinha ao doutor, em agradecimento pela atenção e carinho dispensados. Sempre havia um abraço entre eles, um carinho, como numa relação de avô e neto. No último ano ainda fiz duas fotos dos dois juntos, durante uma consulta. É uma bela recordação!
E então, neste domingo fomos surpreendidos com a notícia de sua morte.
Meu filho até disse: “Mãe, quem sabe nem é ele, pode ser outro Maldonado”, mas o JC trouxe a triste confirmação.
Que pena! Sentiremos muito sua falta, doutor! Falta dos seus conselhos, das suas conversas, das suas consultas, da sua atenção, do seu carinho... Mas... assim é a vida, nada podemos fazer!
Então, só nos resta dizer: “Muito obrigada, doutor, por tudo! Descanse em paz! Sei que o senhor já está ao lado do Pai! Que seus ensinamentos e exemplos deem muitos frutos!” À família, nossos sentimentos! Agora, doutor, ouço sua voz dizendo a meu filho: “Tchau, Periquito!”. Só que desta vez quem parte é o senhor... e é para sempre!
Giselda M. Furquim Genovez