Como sempre aconteceu nos eventos carnavalescos do Sambódromo, a história se repete na gestão do prefeito Rodrigo. Na imprensa, entre críticas isoladas, o que se leu e ouviu foram vários elogios pela retomada do Carnaval no Sambódromo de nossa cidade.
Entre os mais eufóricos, tivemos carnavalescos e políticos oportunistas, que viram na retomada dessa grande festa popular o caminho mais curto para o contato direto com o povão.
O que já era óbvio. A festa acabou. Cadê o Bloco da Limpeza? Cadê aquele multirão de autarquias e secretarias que se juntaram para viabilizar o desfile dos blocos e escolas de samba? Está certo o atento morador do Geisel, o meteorologista José Carlos Figueiredo, que ainda ontem disse nessa tribuna: “Vai-se a folia e fica o lixo”.
Mais uma vez é preciso lamentar o comportamento dos responsáveis pelas escolas de samba, ou irresponsáveis, que abandonam os esqueletos de seus carros alegóricos nas proximidades do Sambódromo. Aliás, um comportamento que evidencia o descaso e a inoperância da Prefeitura em resolver questões tão simples como a limpeza de um evento que ela organizou. Que feio. Que falta de cidadania. Um desrespeito aos moradores daquela região, lembrada apenas em duas ocasiões: durante a folia de carnaval e pelo lixo produzido e abandonado nas proximidades do Sambódromo. Tal comportamento apenas reforça o oportunismo predominante na esfera política municipal. Uma pena. E como diria Drumont... “E agora, José? José, e agora?”
Moacir Puga - publicitário