Já não é de hoje que assistimos estarrecidos o aumento do vandalismo e agressividade dos jovens (entre 10 a 16 anos) em nossa cidade e a impotência da polícia em autuá-los, pois os mesmo são protegidos pelo direito da criança e do adolescente. Em algumas cidades do Estado, usam o toque de recolher e de certa forma melhoraram os índices, pois aí o Juizado de Menor, a polícia e o Crami se uniram em prol da cidade e agiram, mas em Bauru....
Basta ir à Praça da Paz às sextas e sábados à noite que é visível a grande quantidade de menores consumindo bebida alcoólica mascarada e misturada a refrigerantes de dois litros, fumando maconha , ficando valentes e arrumando brigas em gang, quando não se refrescam no piscinão ali instalado aos pés do grande pássaro no centro da praça, fazendo com que as famílias saiam dali, pois é terra de ninguém, ou melhor, deles; ou ir a uma nova praça no bairro de Santa Edvirges, onde se instalou uma danceteria onde era um supermercado, praça essa feita pra familiares e moradores do bairro, mas que nesses mesmos dias o que se vê é o mesmo da Praça da Paz: gangs, drogas, bebida alcoólica e menores; um barril de pólvora prestes a explodir. E os pais dessas crianças? Não existem sistemas legais que poderiam ser acionados pelo juiz da Infância, em concordância com a polícia, de citá-los judicialmente pela responsabilidade de transitarem após as 22 horas em turma fazendo arruaça e bebendo, quando deveriam estar no mínimo na porta de suas casas? A organização do crime esta aí recrutando cada vez mais, pois como já dizia aquela velha música, é mais fácil comprar droga do que comprar pão!
Certo... Uns dirão que é direito de ir e vir, ou que o mundo está mudado e coisa e tal, mas se ficarmos estáticos estaremos assistindo à formação de uma situação de risco instalada na cidade, formação de gangs, quando atingem a maioridade vão pra cadeia por um artigo e saem de lá especialistas em inúmeros outros crimes. Depois, o que fazer para reorganizar isso! Já o velho ditado diz: “Melhor prevenir do que remediar”, mas no estado em que se encontra, o remédio teria que ser à base de um tratamento de choque imediato. Poliíticos de Bauru, instituições do Direito do menor, vamos nos unir e tentar arrumar isso, pois para salvar já acredito ser um pouco tarde.
Hayden Mariani