10 de julho de 2026
Política

Licitação escolhe amanhã empresa para tirar chorume

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 3 min

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) fará amanhã, a partir das 9h, abertura dos envelopes para análise das propostas de quatro empresas que disputam o serviço de retirada, transporte, tratamento e destinação final de chorume (líquido que resulta da decomposição do lixo) do aterro sanitário do município. O custo da contratação está estimado em R$ 507,1 mil por 12 meses.

Inicialmente, cinco empresas – Monte Azul Engenharia Ambiental Ltda., de Araçatuba (SP); Cabonero & Custódio Ltda., de Hortolância (SP); Provac Serviços Ltda., de Araraquara (SP), Rocha Forte Transportes e Serviços Ltda., de Votorantin (SP); e Wustenjet Engenharia, Saneamento e Serviços Ltda, de Valinhos (SP) - participariam da disputa, mas a Carbonero foi inabilitada, restando quatro no páreo.

A empresa vencedora irá resolver uma grande polêmica em Bauru. Os resíduos líquidos do lixo acumulado no aterro (chorume) formam uma espécie de lagoa no local, sem qualquer tipo de tratamento. Com os meses de chuva, esse reservatório torna-se ameaça, pois tende a transbordar, contaminando o meio ambiente.

No início do mês, técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) visitaram o aterro sanitário e multaram em R$ 131 mil a Emdurb devido a irregularidades no local. A principal delas diz respeito ao chorume, cuja lagoa está repleta. O volume só aumenta. A empresa que sair vencedora do certame deverá transportar o chorume até Paulínia.

Na gestão passada, a disposição do chorume era atacada, basicamente, com o bombeamento do líquido dentro do próprio aterro. No início de 2008, entretanto, após persistência de pressão da fiscalização sobre esta e outras situações na operação do lixo doméstico, a Emdurb decidiu encaminhar pedido de contratação de empresa para outro destino do líquido.

Imbróglio

O governo Tuga Angerami terminou e, então, o problema foi encaminhado com novo pedido de solução (por licitação), no início do segundo trimestre de 2009. Entretanto, a presidência da Emdurb, na ocasião comandada por Rubito Ribeiro, resolveu não mais esperar e contratou o serviço da empresa Rocha Forte Transportes e Serviços Ltda. emergencialmente. O valor total era de R$ 150 mil para fazer a redução do acúmulo de resíduos líquidos do lixo acumulado no aterro.

Na época, Ribeiro, indagado sobre a possibilidade de um veículo retirar o chorume (como chegou a ser feito no passado), - para que o líquido fosse encaminhado para Estação de Tratamento de Esgoto na região ou alguma unidade até da Sabesp -, argumentou que a alternativa não estaria disponível junto à agência de saneamento do Estado ou uma ETE de cidade próxima.

Após muita polêmica, no início de dezembro do ano passado o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) resolveu cancelar a contratação emergencial, sem licitação, da Rocha Forte pela Emdurb e afirmou que o líquido excedente seria enviado para a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Jaú, que se comprometeu a receber o material sem custos, até que saísse o resultado de nova licitação. No entanto, isso não ocorreu.