10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Carta aberta aos professores do Estado


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Somos hoje - e estamos provando com a nossa grande mobilização, não apenas a maior categoria ou secretaria do funcionalismo estadual paulista, mas a mais politizada e unida, organizada e forte. Porque buscamos nos informar bem, nos unir e agir com organização e eficácia.

Vejamos como e/ou por que: o governo estadual fez muitas promessas de campanha - vício e abuso ou má fé de alguns políticos?! - e continuou a fazê-las, sem cumpri-las, nem agora ao sair.

Falta com a verdade em inúmeras ocasiões e tenta - em vão - ser ou parecer verossímil, com gastos de milhões de reais em publicidade na mídia, desperdício ou destinação perdulária de recursos, para igualmente promover governo, partido e sua imagem e indiretamente, por concordância tácita, amordaçar a imprensa - que “são os olhos e os ouvidos da Nação” - assevera Rui Barbosa, nosso jurista e estadista maior, do Império à 1ª República.

Ameaça com retalizações, perseguições, em autêntico assédio moral, sobressalto e terror coletivos, toda uma classe trabalhadora, não apenas valorosa para São Paulo, como também para todo o País: ver suas condições de trabalho, salário, violência, doenças profissionais ou ocupacionais, sem planos preventivos, etc!

É intransigente, quando foram protocolados pedidos de reuniões, com pautas de reivindicações dos ativos e mesmo dos inativos na Secretaria deste janeiro de 2010; e, desrespeita até a data-base proposta por ele e o partido, desde a gestão M. Covas.

Profere injúria, calúnia ou difamação contra os Professores e demais funcionários em movimento justo, constitucional e democrático de reivindicações, com adjetivos pejorativos e grosseiros, inoportunos, estampados em toda a imprensa.

Tenta ganhar ou “seduzir” parte do professorado - e dividi-los -, com bônus ou premiações diferenciadas, discriminatórias, igualando ou nivelando escolas de realidades desiguais, estigmatizando as mais carentes, que apresentam naturalmente mais dificuldades. Provoca antagonismo, frustração e agravamento de doenças ocupacionais ou profissionais (ver pesquisas da UNB 1999, Apeoesp 2003 etc).

Recusa-se, assim, a cumprir primariamente a Constituição Federal que determina aos governos e empresas reajustarem e recomporem os salários de seus funcionários ou servidores, anualmente, nunca menos do que a inflação acumulada do período, como criação e/ou respeito aos pisos nacionais e planos de carreira, estimulantes, justos e dignificantes!

Por tudo isso, avante, Professores e demais categorias da Educação, pois - “Mais vale o esforço do que a vitória em si; a alegria está na luta: esforço pequeno, vitória pequena; esforço supremo, vitória suprema!” lembra M. Gandhi, pacifista hindu e emancipador de seu povo.

“Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutastes!” (S. Freud, criador da Psicanálise). Lembrem-se igualmente dos nossos pares e heróis constitucionalistas de 32! A Revolução é todo dia - aqui e agora, sempre!

Rubens Colacino, - mestre em educação, professor de ciências e matemática e conselheiro da Apeoesp, macro e sub-sede de Bauru