08 de julho de 2026
Internacional

Obama pressiona Netanyahu, mas construções continuam

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manteve um diálogo “honesto” e “franco” com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, a quem pediu para que tome medidas que gerem confiança entre os palestinos, informou ontem a Casa Branca.

Obama e Netanyahu conversaram na noite de anteontem na Casa branca, a portas fechadas. Nenhum dos dois deu declarações ou entrevistas após o encontro.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, Obama quer que Netanyahu tome ações para convencer os palestinos a retomar as negociações indiretas - suspensas após o anúncio de mais construções na Jerusalém Oriental ocupada.

Gibbs afirmou, contudo, que ainda permanecem as diferenças entre Israel e Estados Unidos e que a Casa Branca busca “esclarecimentos” do plano de Israel de avançar com as construções em Jerusalém Oriental, cuja ocupação, em 1967, não foi reconhecida internacionalmente e que os palestinos pleiteiam como capital do futuro Estado.

Até o momento, apenas o gabinete de Netanyahu havia divulgado que “o clima foi bom” durante a conversa, que ocorre em meio a uma das maiores crises na relação bilateral, diante da insistência de Israel de construir em território ocupado.

Mais 20 casas

Israel anunciou ontem que planeja construir mais 20 casas para judeus no território ocupado da Jerusalém Oriental, um dia depois da conversa, a portas fechadas, entre o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Elisha Peleg, integrante do conselho municipal de Jerusalém e da comissão de planejamento da cidade, disse que 20 unidades foram aprovadas para o bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, território cuja ocupação não foi reconhecida internacionalmente e que os palestinos pleiteiam como capital de um futuro Estado.

A edificação foi aprovada ontem pela Prefeitura de Jerusalém, horas antes da reunião em Washington entre Netanyahu e Obama, que não deram declarações ou entrevista após o encontro. A Casa Branca não fez declarações e o gabinete israelense disse que o “clima foi bom’’.

O projeto, aprovado em julho passado entre protestos da Casa Branca, é patrocinado por Irving Moskowitz, um milionário americano judeu que promove ativamente a colonização do setor leste da cidade. Cerca de 20 apartamentos para famílias israelenses serão edificados no local onde fica um hotel, comprado por Moskowitz, que será derrubado.