08 de julho de 2026
Geral

Cerimônia dos ramos abre Semana Santa

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Os cristãos relembram, na próxima semana, a crucificação, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A chamada Semana Santa, que culmina com a Páscoa, principal festa da Igreja Católica, começa amanhã com o Domingo de Ramos. Em todas as igrejas, durante as missas, folhas de palmas e outras plantas serão abençoados e haverá procissões para relembrar a entrada de Jesus em Jerusalém.

“O povo colocou ramos e mantos na estrada para acolher Jesus Cristo”, explica o bispo diocesano de Bauru, dom Caetano Ferrari sobre a passagem bíblica. Atualmente, para facilitar a vida dos fiéis, a maioria das igrejas disponibiliza ramos para serem carregados na procissão, abençoados e depois levados para casa. “Faz parte da devoção popular levar para casa os ramos bentos e queimá-los quando um temporal se aproxima. Eu mesmo, na minha infância em Pirajuí, lembro da minha mãe, quando uma tempestade se aproximava, queimando ramos bentos no fogão a lenha”, conta.

A Semana Santa, frisa o bispo, é um tempo de preparação para celebrar a Páscoa, o acontecimento central da fé cristã. “É o Cristo crucificado, o Cristo sepultado e o Cristo ressuscitado. Este mistério do amor de Deus, revelado por Jesus na cruz, nós celebramos na Semana Santa, mais especialmente no tríduo Pascal - Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Vigília Pascal”, ressalta dom Caetano.

Na Quinta-feira, a Igreja Católica celebra a instituição da eucaristia, do sacerdócio e realiza a cerimônia de Lava-pés, em que os cristãos relembram a ocasião em que Jesus, antes de ser levado a julgamento, lavou os pés de pessoas do povo. Na Sexta-feira Santa, como se relembra a morte de Jesus Cristo, a Igreja Católica não celebra missa.

Porém, todas as igrejas fazem adoração ao Santíssimo, por volta das 15h, horário que Jesus Cristo teria morrido, celebram a Paixão e fazem adoração da cruz. No início da noite, há procissão de Nosso Senhor morto. É o único dia do ano em que a Igreja Católica não celebra missa.

“Já o Sábado da Aleluia, o Sábado Santo, é dia de silêncio, oração e vigília à espera da ressurreição de Jesus Cristo. Sábado pela manhã é o momento de viver nosso silêncio, nossa dor junto com Nossa Senhora sobre a sepultura de Cristo. Já a Vigília Pascal é o momento festivo, solene, da celebração da ressurreição de Cristo”, diz o bispo.

Durante a missa Pascal é feita a bênção do fogo e da água batismal. Os fiéis renovam as promessas do batismo. Na Semana Santa, a Igreja Católica reforça a orientação aos fiéis para praticar oração, jejum e ajuda ao próximo. De acordo com dom Caetano, atualmente, a abstinência da carne vermelha é recomendada apenas em dois dias da Quaresma toda, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

Mas ele ressalta que a abstinência e o jejum devem ser acompanhados de gesto concreto, da ajuda a quem precisa de alguma forma. “Este gesto está sempre atrelado à Campanha da Fraternidade, que terá a coleta de doações no Domingo de Ramos”, comenta. Dom Caetano vai celebrar todas as cerimônias da Semana Santa, exceto do Domingo de Ramos, na Catedral do Divino Espírito Santo.

Como já é tradição, na terça-feira, a Paróquia de Santa Luzia fará a encenação da Paixão de Cristo no Parque Vitória Régia, a partir das 19h30. Cerca de 200 membros da comunidade, com trajes da época, vão reproduzir desde a prisão até a ressurreição de Jesus. A realização é da Congregação Missionária Santo Inácio de Antioquia. A entrada é um quilo de alimento não perecível.

Ontem à noite a Universidade Sagrado Coração (USC) realizou a tradicional via-sacra, encenada pelos alunos do curso de artes cênicas. A encenação de morte e ressurreição de Jesus na cruz voltará a ser apresentada na segunda-feira, às 20h, no Teatro Veritas. A entrada é gratuita.

• Serviço

Mais informações sobre missas e outras cerimônias da Semana Santa podem ser obtidas no site da Diocese de Bauru, o www.bispado bauru.org.br.