08 de julho de 2026
Nacional

Serra deixará governo em 31 de março

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem que deixará o governo na próxima quarta-feira, 31 de março. “Isso já estava anunciado”, afirmou em evento no Palácio dos Bandeirantes. Na sexta-feira passada, Serra admitiu que é candidato à Presidência, no entanto não falou em datas. Durante a semana, partidos aliados do governador - PSDB, DEM e PPS - anunciaram a festa de lançamento da pré-candidatura para o dia 10 de abril.

Com a saída de Serra, até o final do ano o governador de São Paulo será o vice, Alberto Goldman (PSDB). O prazo de descompatibilização para quem vai disputar eleições em outubro termina no dia 2 de abril, que é feriado da Sexta-Feira Santa. O dia 1 de abril é evitado pelos políticos por ser conhecido como o Dia da Mentira.

Vaias

Cerca de 200 servidores estaduais, entre professores, agentes penitenciários e profissionais da saúde, vaiaram ontem o governador José Serra em Presidente Prudente, a 284 km de Bauru, onde o tucano inaugurou obras. Com nariz de palhaço e faixas que foram proibidas de ser abertas pela Polícia Militar, os manifestantes se reuniram na frente do prédio do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), inaugurado pelo governador. Eles chamaram Serra de “ditador” e “mentiroso”.

“Nos proibiram de entrar no prédio e de colocar as faixas, bolsas de mulheres foram revistadas e um professor foi tirado à força por um PM”, reclamou Alberto Brushi, diretor regional da Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Um capitão da PM, que pediu anonimato, disse que não havia mais espaço para colocar faixas mesmo a favor do governo. Ele justificou a revista das bolsas alegando que poderiam conter até bombas e não apenas faixas.

Quem também se queixou foi o sindicalista Rozalvo José da Silva, secretário geral do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp). A exemplo dos professores, em greve há 19 dias, os agentes penitenciários decidiram entrar em greve a partir do próximo dia 30.

No quartel da PM, onde deu entrevista, Serra não falou de eleição.