08 de julho de 2026
Política

Rodrigo deve sofrer pressão para aderir


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O PT, no entanto, elegeu a vice-prefeita Estela Almagro (PT) na chapa de Rodrigo Agostinho com forte ligação ao grupo que controla o diretório estadual petista. Na Câmara de Bauru, os petistas elegeram dois vereadores, mas ainda é um partido dividido internamente, porque Roque Ferreira pertence à Esquerda Marxista, não ligada ao grupo de Lula.

Mas os petistas deverão pressionar muito o prefeito peemedebista para apoiar a candidatura de Dilma Rousseff na cidade, embora o PMDB paulista também é um partido dividido.

O ex-governador Orestes Quércia, presidente da legenda, esteve em Bauru há uma semana e pediu a Rodrigo para apoiar os tucanos.

Quércia está de olho na vaga ao Senado e negociou com Serra apoiá-lo a presidente, mas em troca exigiu uma das vagas do PSDB ao Senado para o PMDB. A outra vaga pode ficar com Romeu Tuma do PTB, para desgosto de tucanos de carteirinha que querem buscar a vaga como é o caso do deputado federal José Anibal.

O coordenador regional e presidente do diretório municipal do PMDB, Alex Gasparini, admite que não apoia os tucanos por convicção política. “Bauru perdeu muito com o governo entreguista e de privatizações do PSDB”, afirma.

Mas a “neutralidade” do prefeito Rodrigo é explicada por estratégia de não prejudicar a cidade. A adesão à campanha de Dilma ou Serra poderia ter reflexos negativos, segundo Gasparini.

“É até natural que se protele uma decisão em quem apoiar na eleição presidencial para bem perto da campanha eleitoral”, disse o dirigente peemedebista.