09 de julho de 2026
Política

PT quer dois palanques para Dilma no Estado de São Paulo


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O presidente do diretório estadual do PT, Edinho Silva, reconhece que o fato de o PSDB administrar o Estado de São Paulo por quatro mandatos deixou o partido tucano forte eleitoralmente, mas esse não é um quadro difícil de ser alterado devido o desgaste que enfrenta nas áreas de educação, segurança pública e saúde. A estratégia é a candidata do Planalto, Dilma Rousseff, ter até dois palanques no Estado também para compensar essa dificuldade do PT enfrentar a máquina tucana.

Silva justifica que na última eleição presidencial o PT foi mal nas urnas no Estado devido o reflexo negativo da crise política provocada pelo escândalo do Mensalão, que derrubou vários caciques. No último pleito presidencial Lula também não desfrutava de tanta popularidade como atualmente.

O candidato tucano Geraldo Alckmin (PSDB) foi o mais votado em todo o Estado, embora tenha perdido a eleição para Lula.

“Entendemos que o PSDB é um adversário forte no Estado de São Paulo, mas vamos construir um processo eleitoral para enfrentar essa dificuldade. Temos pesquisa que mostra o esgotamento do modelo de governo do PSDB em São Paulo. Em cima deste desgaste, vamos apresentar um modelo alternativo de governar ao PSDB, por isso vamos lançar uma candidatura que não só tenha viabilidade eleitoral, mas programa de governo, que tenha consistência e enfrente os principais problemas do Estado”.

O dirigente petista admite, por exemplo, que o PP, principal aliado do governo federal, deve lançar a candidatura do deputado Celso Russomanno ao governo paulista. “Temos que ampliar as alianças políticas e, se a Dilma tiver mais de um palanque em São Paulo, ajudar a dialogar com outros setores sociais que vão além do eleitorado do PT”, declara Edinho Silva.