10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Férias longas... Salário polpudo e greve sem escrúpulo, sr. Luiz Antonio G. de Lima?


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Nós, professores da Rede Pública, ao lermos sua carta publicada na Tribuna do Leitor do dia 14 de março de 2010, percebemos que o senhor cometeu vários equívocos em sua divulgação, por isso gostaríamos de esclarecer alguns pontos:

- Trabalhamos até o dia 23 de dezembro último e nossas férias são trinta dias somente, pois retornamos no dia 1º de fevereiro para atribuição de aulas e posteriormente para realizar o planejamento escolar.

- A Progressão Continuada é um regime imposto pelo governo. O sr. o conhece?

- Todos os professores da Rede Pública são habilitados, logo possuem ensino superior e somos muito responsáveis pela educação, também desenvolvemos outras funções como: babá, psicólogo, assistente social, pai e mãe, mediadores de conflito etc. Isto implica que alem de passar conteúdos, temos que orientar sobre postura, hábitos de higiene, sexualidade, respeito ao próximo e outros – responsabilidades designadas às famílias que, por muitas vezes, têm se omitido das mesmas, esquecendo-se que a formação inicial e o acompanhamento contínuo é dever dos pais ou responsáveis.

E o sr. está realizando seu papel como pai – acompanhando a vida escolar dos seus filhos (orientando-os, olhando as tarefas, incentivando-os à leitura, escrita, cálculo)? Se estiver, parabéns!!!

- Trabalhamos todos os dias geralmente nos três turnos, sem contar a quantidade de serviço que realizamos em casa como preparação de aulas e correção de trabalhos e provas e, no entanto, sr. Luíz, não temos aumento de salário há quatro anos, logo, nosso “polpudo” salário equivale hoje a salários de funções que exigem apenas o nível fundamental e mesmo assim temos cumprido nossa função, visto que temos ex alunos em instituições renomadas como Unesp, CTI e Senai o que demonstra que fazemos juz sim, mas a um salário muito melhor.

Infelizmente, graças a pessoas com o seu pensamento é que a educação no nosso país está sendo cada vez mais depreciada e nós, educadores, cada vez mais desvalorizados. Já parou para pensar na importância da educação na vida de uma pessoa?

Não há como chegar a qualquer profissão sem a mediação de um educador!!!

Sandra Mara Limoni, Denise Sardinha e professores da Rede Pública