11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Páscoa gera otimismo entre varejistas


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A maior parte dos empresários do varejo, 58%, espera aumento de faturamento na Páscoa em relação à mesma data de 2009, de acordo com levantamento da Serasa Experian realizado com 1.010 executivos do varejo e divulgado nesta semana. O porcentual é o maior desde que a pesquisa teve início, em 2006. Do total, 32% acreditam que o faturamento será igual e 10% acham que cairá. Os empresários esperam, em média, aumento de 4,5% nas vendas do período.

As grandes empresas do varejo são as mais otimistas com a data: 88% acreditam que as vendas crescerão em relação à Páscoa do ano passado. O otimismo é um pouco menor entre as médias e as pequenas empresas, entre as quais o porcentual cai para 68% e 55%, respectivamente. Entre as pequenas e médias, 34% acreditam que o faturamento estará no mesmo nível do registrado na Páscoa 2009, e 11% apostam em recuo.

Na Páscoa de 2009, durante o período mais crítico da crise no Brasil, apenas 28% dos empresários tinham expectativa de aumentar o faturamento, enquanto 36% esperavam repetir o faturamento da mesma data de 2008 e os outros 36% previam queda.

O crescimento médio esperado para o faturamento é de 9,3% e, na visão dos que esperam queda, o decréscimo médio será de 8,7%. Levando-se em consideração as parcelas do empresariado que acreditam em elevação (58%), estabilidade (32%) e queda (10%) no faturamento da Páscoa de 2010, isso significa que os empresários esperam crescimento de 4,5% no faturamento da Páscoa deste ano em relação à de 2009, na média ponderada.

Na análise regional, os empresários do Sul (63%) são os mais otimistas no que diz respeito à elevação do faturamento na Páscoa. Na sequência estão as regiões Norte e Nordeste, com 61% cada, e, também empatados, o Centro-Oeste e o Sudeste, com 55%.

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Abras

Em meio a esse otimismo, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou expectativa de crescimento de 8,8% no faturamento com as vendas de produtos ligados à Páscoa este ano em relação a 2009. De acordo com o levantamento, 51% dos supermercadistas acreditam que as vendas se situarão em um patamar superior ao do ano passado, enquanto que para 37% serão iguais e para 12% devem cair. A Páscoa é o segundo melhor período de vendas do ano para os supermercados.

Segundo a Abras, os preços nominais dos produtos vendidos na cesta de Páscoa aos consumidores subiram em média de 5,2% em comparação ao ano passado. Já os valores pagos para os fornecedores pelo varejo no período aumentou 6,8%. Mesmo com uma elevação superior nos preços pagos aos fornecedores, o setor optou por repassar um reajuste menor na ponta aos clientes, informou a Abras.

O levantamento constatou incremento de 11,8% nos preços praticados pelos fornecedores de bacalhau, mas uma elevação de 3,5% na ponta para os consumidores. Outros exemplos são peixes em geral, alta de 8,1% no atacado e 6,6% no varejo; vinhos nacionais, elevação de 7,2% no atacado e 5,3% no varejo; ovos de Páscoa, aumento de 5,1% no atacado e 4,6% no varejo; colomba pascal, incremento de 6,8% no atacado e 2,8% no varejo; e bombons e chocolates, aumento de 9,7% no atacado e 5,1% no varejo.

No entanto, alguns produtos tiveram reajuste maior na ponta em relação ao praticado pelos fornecedores, como o vinho importado (alta de 6,5% no atacado e 9% no varejo) e azeites (aumento de 1,7% no atacado e 5,9% no varejo).

Segundo a Abras, todos os produtos pesquisados tiveram aumento de encomenda junto aos fornecedores: peixes em geral (10,7%), ovos de Páscoa (8,2%), bombons e chocolates (6,4%), bacalhau (5,8%), azeites (5,3%), vinhos importados (4,9%), vinhos nacionais (4%) e colomba pascal (2,7%).

“Estamos otimistas. A Páscoa de 2010 tem tudo para ser ainda mais farta do que foi a de 2009”, informou a Abras em comunicado.

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Fiscalização

Em razão da Páscoa, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) tem realizado operações de fiscalização de produtos pré-medidos (medidos sem a presença do consumidor) mais comercializados na Páscoa.

Os exames têm sido realizados pelos laboratórios do Ipem-SP em Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, além da Capital paulista.

As empresas autuadas devem retirar do ponto de venda os lotes dos produtos irregulares e têm dez dias para apresentação de defesa ao Ipem-SP. A partir deste prazo, o departamento Jurídico define a aplicação da multa que pode variar de R$ 100 a 50 mil, dobrando na reincidência.