09 de julho de 2026
Política

Bauruenses relembram Ibiúna 1968


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Quatro bauruenses participaram, no último dia 20, em Ibiúna, da inauguração de um monumento na praça central da cidade em homenagem aos 732 estudantes presos durante a realização do 30.º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 12 de outubro de 1968. No monumento estão as fotografias daqueles que posteriormente morreram durante a luta armada nos anos 60 e 70, dentre elas a do bauruense Jaime Petit da Silva.

Igualmente está colocada a fotografia do líder estudantil Beto Arantes, natural de Pirajuí e que residiu em Bauru na adolescência. Do outro lado está a relação nominal de todos os que foram presos naquele dia, como o advogado e ex-vereador bauruense Milton Dota.

A iniciativa do prefeito de Ibiúna, Coiti Muramatsu e do secretário de Cultura, Mauro Issiem, também levou à cidade Darcy Rodrigues, que lutou na região ao lado de Carlos Lamarca, contra o regime militar. Além de Dota e Darcy, a delegação bauruense em Ibiúna contou também com Antonio Pedroso Júnior e Marco Antonio Barbosa.

“Emocionante ver os nomes de bauruenses que lutaram contra a tirania durante a ditadura militar serem homenageados da forma que foram Arantes, Dota e Petit”, afirmou Pedroso. Darcy Rodrigues comentou que “participar do resgate da memória e da verdade é algo que nos emociona”. Ele ressalta que Ibiúna é a 23ª cidade que ergue um monumento em homenagem ao resgate da história sob o ponto de vista daqueles que lutaram contra a ditadura militar.

A proprietária do sítio que sediou o congresso da UNE, Neusa Simões, esteve presente. O monumento é uma obra da artista Cristina Ozobon.