Roma - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, votou ontem nas eleições regionais e declarou que espera que o amor prevaleça ao ódio. Escândalos de corrupção e o risco de desemprego podem limitar o número de pessoas que irão comparecer às urnas na Itália, que em eleições que terminam hoje.
“Estou convencido de que ser positivo é a melhor atitude de espírito e tudo deve ir nessa direção”, disse ele.
Segundo os primeiros dados divulgados pelo Ministério do Interior, a taxa de participação ontem estava em 10%, uma queda de dois a três pontos percentuais em relação ao pleito regional de 2005, quando votaram 12,5% dos eleitores. Mais de 41 milhões de pessoas podem votar para os governadores de 13 das 20 regiões italianas, para os líderes de quatro províncias e 462 prefeitos.
Estão em disputa os governos de Piemonte, Lombardia, Vêneto, Ligúria, Emilia-Romagna, Toscana, Úmbria, Marcas, Lazio, Campânia, Puglia, Basilicata e Calábria; além de quatro províncias (Imperia, Viterbo, L’Aquila e Caserta) e 462 municípios, dos quais nove são capitais.
Analistas afirmam que o desemprego crescente é a principal preocupação para 79% dos italianos. Eles calculam que o governo manterá o controle das regiões de Lombardia e Veneto e ganhará Calabria e talvez Campania, no sul.