09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Manifesto dos professores


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Ao ver as reportagens sobre a questão da greve dos professores, a primeira das alunas do Antônio Guedes, que se diziam prejudicadas e que os professores não repõem as aulas quando assim é designado, foi triste ver minhas ex-alunas se prestarem a um minuto de fama “mentindo” descaradamente por uma repor-tagem combinada. Aos jornalistas, peço perdão, pois em todas as categorias há profissionais e “profissionais”. Sou professora e jornalista por formação, optei pela primeira por amor ao que faço há 24 anos, a segunda foi mais um dos cursos de formação a que me propus. 

Quanta balela se apregoa em nome da informação, quanto partidarismo tendencioso! E o leitor? Ah,  esse tem o direito às verdades, não apenas uma versão dos fatos conforme a intenção de quem a publica. A segunda notícia é sobre a manifestação em São Paulo diante do Palácio dos Bandeirantes. O ato foi pacífico, exceto por alguns infiltrados altamente instigados a promover baderna, o que repercute como sendo irresponsabilidade dos manifestantes: os professores. Eu estava lá, agi pacificamente com uma multidão de mais de 10 mil pessoas que aguardavam tranquilamente a comissão que foi convidada a subir ao palácio do governo para conversar. E qual foi a estratégia?

Ganhar tempo para que nada mais sério fosse percebido e, por fim, a negociação foi fechada em  “façam o que eu mando e quem sabe assim serão ouvidos”, como o próprio texto da Secretaria da Educação publicou. Realmente é muito mais fácil manipular mentes vazias, pois para elas tudo segue por onde o vento toca.

Lucimara Brazolin - professora - Escola Antônio Guedes de Azevedo