Tel Aviv - Pela primeira vez em três anos, Israel abrirá uma exceção ao forte bloqueio na Faixa de Gaza, permitindo a entrega de roupas e sapatos no ponto de passagem controlado pelo Exército israelense.
De acordo com o jornal “Haaretz”, o país ensaia tornar o bloqueio mais brando após pressão internacional.
Para a Organização das Nações Unidas (ONU), os cerca de 1,5 milhão de habitantes de Gaza estão sendo punidos por causa de seus líderes - o grupo militante Hamas, considerado por Israel uma organização terrorista.
Ainda segundo o “Haaretz”, os israelenses justificam o bloqueio a produtos como cimento e aço devido à possibilidade de o Hamas os usarem para fins militares.
Já a inclusão de ítens como material escolar para crianças, livros e vestimentas, que não têm valor militar, não pode ser justificada perante a comunidade internacional.
Gaza tem recebido a maioria de seus suprimentos através de túneis que conectam a região com o Egito, operados por contrabandistas que cobram taxas exorbitantes.
As roupas e sapatos liberados serão entregues em dez cargas de caminhão aos comerciantes palestinos a partir da quinta-feira (1 de abril), mas eles pedem que mais mercadorias atualmente bloqueadas sejam entregues.
Segundo o jornal “Haaretz”, o Egito está construindo um muro subterrâneo para obstruir os túneis, frequentemente bombardeados pelo Exército israelense.