08 de julho de 2026
Bairros

Meta é arrecadar 150 mil agasalhos

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Com o desafio de arrecadar 150 mil peças de roupa e 10 mil cobertores, a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) e o Fundo Social de Solidariedade lançaram ontem a Campanha do Agasalho ‘Aquece Bauru 2010’, no auditório do Sindicato do Comércio Varejista. A meta é atender cerca de 60 mil pessoas antes do marcador do termômetro cair. O inverno começa dia 21 de junho.

“Especialistas nos colocaram que o El Niño tem elevado a temperatura em quatro graus, aproximadamente. Teremos frio no mês de junho. Se fizermos a campanha em abril e maio, teremos a distribuição antes. No ano passado, quando o frio começou, já havíamos concluído”, comenta a titular da Sebes e presidente do Fundo, Darlene Tendolo. Ela acredita que mesmo sob o sol escaldante o bauruense é capaz de solidarizar-se com o próximo e colaborar com a campanha.

A ideia é que o doador tenha acesso a mais de 317 pontos de arrecadação espalhados pela cidade. No entanto, também estão programadas coletas domiciliares, como no ano passado. Na época, foram arrecadadas 141.676 peças e 5.170 cobertores. Para comprá-los em 2010, a Sebes e o fundo contam com tradicionais parceiros como a Plasútil, além dos novos que serão procurados.

Poncho

Também colocarão em prática a sugestão de uma assistente social da Universidade de São Paulo (USP), que propôs a confecção e comercialização de ponchos. A renda será aplicada na aquisição de mais cobertores. Se os desafios forem vencidos, famílias de 45 bairros de Bauru serão contempladas com mais de uma peça, além do cobertor – priorizado no caso de pessoas em maior vulnerabilidade social.

“Atendemos não só quem vive em favela, mas quem tem dificuldade em adquirir peças”, acrescenta Tendolo. Segundo a secretária, no ano passado, chamou atenção o volume de peças novas e seminovas. “Escolas como o Preve, que é um grande parceiro, fizeram gincanas. Recebemos roupas com etiquetas de loja”, comenta. Na opinião da titular da Sebes, tal iniciativa até ajuda a movimentar a economia informal. Alguns alunos compraram toda a mercadoria de brechós, explicou.

“A campanha tem múltiplas faces. Faz um giro na economia, faz um atendimento social imenso e estabelece o espírito solidário num mundo de violência. É uma questão de direito também. Ninguém pode passar por forma nenhuma de constrangimento e frio”, destaca Tendolo. Seus parceiros lotaram o auditório do sindicato. Mesmo antes do lançamento oficial, ela já havia recebido ligações de empresas como o Grupo Nelson Paschoalotto (NP), se colocando à disposição da campanha.